quinta-feira, 22 de março de 2018

Diário de um dia de chuva.


Realmente a vida é uma continuidade que, por vezes, nos leva a locais que jamais imaginamos. 


Não creio que há dez anos ou cinco anos atrás eu tinha a mínima noção de onde estaria agora. Por vários momentos o caminho que escolhi não foi o mesmo que eu aconselhei a mim mesmo que seguisse. Não digo que por isso estou aonde não queria. Não, pelo contrário. O resultado que desejamos só é alcançado pelo caminho que lhe é cabível. Não se pode esperar que uma goiabeira dê morangos e, nem tampouco, que uma vida de trabalhador num mercado (lato sensu) mediano te leve a reunir fortunas.

Mas afinal, será que tudo se resume em fortunas? Acumular dinheiro? Correr atrás do melhor padrão de vida possível? Eu sei que não. Essas perguntas são meramente retóricas. É óbvio que o dinheiro nos traz um patamar seguro de vida. É através dele que podemos suprir as necessidades de nossa família. Depois que fui pai pude perceber que essa vontade de "ter mais dinheiro" aumenta, pois, você quer dar tudo e mais um pouco pro seu filho. 

Antes eu pensava que poderia viver com pouco mais do que um salário minimo, só que conforme a família cresce os gastos cressem. Se falta pra você, não é importante. Se falta pro seu filho, é um absurdo e, por isso, somente por isso, essa vontade aumenta.

Enfim, a vida é como o clima. Ela nos leva pra lá, pra cá, conforme bem entende. E lá vamos nós, navegando na nossa própria existência. Eu entendo que deveria buscar a minha própria estabilidade de vida num concurso público, mas eu não tenho vontade. Como me convencer de que eu devo fazer algo que não quero? (rs). Sei que devo prover para meu filho tudo que ele precisa e por isso devo correr atrás de uma estabilidade. Mas não me sinto bem com a procura por um serviço público. Sou uma pessoa muito acomodada, tenho pra mim que caso passasse em um concurso eu seria um típico funcionário público acomodado e não sei se quero isso pra minha vida...


O engraçado é que meus três "eus"¹ divergem e se zoam. Acusam-me de estar usando desculpas para não estudar, pois, não gosto de estudar. Ou ainda, acusam-me de achar-me incapaz e que por isso não tento. Sinceramente, não sei qual deles está certo...rs. Como descobrir qual de mim está mentindo? Ou será que os três tem parcela de culpa?

Ainda que a felicidade seja o caminhar e não o destino, até que ponto esse pensamento não impacta onde vou chegar? 

Será que meu principal problema seria o de ir sem objetivo? Simplesmente ir pra algum lugar?


Ainda que o primeiro passo seja o mais importante do que os demais o que determina o sucesso do primeiro passo é o objetivo alcançado com o último.


O que eu faço bem? Será que eu deveria fazer o que faço bem? 


Enfim, deixarei abaixo uma letra de uma música que gosto. Uma pequena reflexão sobre a vida. Não me importo tanto com a opinião alheia, como enfatiza o final da letra. Mas, mesmo assim vale a pena postar a letra.

"A Vida É Como O Clima, de certa forma ela até imita o clima 
As vezes chove forte, avassaladoramente 
E outras vezes temos apenas uma garoa, um breve sereno 
Existem dias em que o sol é escaldante e forte 
Em outros não há calor suficiente nem para secar uma peça de roupa presa no varal 
Os imprevistos nos rondam 
E se não estivermos preparados seremos surpreendidos de forma dolorosa 
Em um determinado momento você tem tudo e não percebe 
E no momento seguinte não tem mais nada 
Outrora você tinha toda a esperança de uma criança 
E talvez hoje tenha somente a agonia de um homem 
Uma coisa é certa, há tempo determinado para tudo 
Para sorrir, para chorar, para plantar, para colher 
Tempo para ódio, tempo para o amor, tempo para a paz, tempo para a guerra 
Tempo para nascer e tempo para morrer 
Algo como o inverno e o verão 
Não podemos ignorar esses fatos 
Não é certo termos apenas prazer 
É necessário também trabalho 
Uma história ilustra tudo isso 
Ela está na Bíblia, veja como tudo pode se tornar nada 
Em Gênesis capítulo 42, lá está relatado que houve no Egito um tempo de abundância 
Dias de verdadeira fartura, mas esse tempo não durou muito 
E a fome e a necessidade se instalaram no meio daquele povo de uma forma brutal 
Assim como a melhor forma de se proteger do mau tempo é ter uma casa forte 
Resistente e com mantimentos 
A melhor forma de se precaver na hora da angústia do homem é ter a esperança da criança  
É manter a Fé em Jesus nosso Senhor e salvador 
A única forma de estarmos seguros é deixando Deus ser o nosso refúgio, a rocha da nossa salvação 
Você vive em um mundo de escolhas 
Será que suas escolhas não decepcionarão seus amigos, seus irmãos, seus pais, você mesmo 
E até o próprio Deus, pense nisso"


Esse texto foi mais um desabafo, por isso "Diário". Não é pra você gostar, é pra você refletir um pouco...rs.


1 - http://devaneiosdeummeromortal.blogspot.com.br/2016/11/as-vezes-eu-somos-3.html



M.M.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Eu e a Paternidade

Neste post quero contar um pouco sobre a minha experiência em ser pai. Não vou abranger a humanidade e todos os pais, quero falar sobre mim e sobre o que passei. Não sei por que motivo você se interessaria em ler isso, mas se escolher ler, espero que goste.

ANTES DO NASCIMENTO

Nessa época eu trabalhava e ganhava pouco mais de um salário mínimo quando suspeitamos que minha mulher estivesse grávida. Fizemos um exame de sangue e "bingo". Chegava nosso tesouro.  

Lembro-me de ter comprado um Livro (não me lembro o título) para que eu e ela acompanhássemos a gravidez. O livro tinha capítulos de uma ou duas páginas que eram relativos as semanas da gravidez. Cada capítulo tinha três "tópicos": O pai, a Mãe e o Bebê; ao final do capítulo traziam sempre uma bela frase para meditação semanal. Claro que o tópico "O Pai" sempre era bem menor que o tópico "A mãe" e "O bebê", mas lembro-me até hoje de como eu ficava ansioso para ler aquele pequeno pedacinho de texto que me falaria sobre mim e meu filho. Era bem interessante passamos ótimos momentos com este livrinho. Recomendo sinceramente que todos que puderem tenham um livrinho para acompanhamento da gravidez.

Neste livro encontrei uma frase que me impactou sobremaneira e que até hoje levo guardada junto com minhas frases preferidas. Essa frase me fez lembrar de quanto tempo meu pai passava comigo sempre que podia.
"A melhor herança que um pai pode dar ao filho é alguns minutos de seu tempo a cada dia."  -  O.A. Battista
Nessa época eu vivia me questionando como ser um bom pai, o que fazer, como proceder. Não sabia como educar um filho em um mundo tão caótico. Então, me deparei com o canal do youtube chamado "Vou ser Papai, e agora?". Esse belo vídeo que vou por aqui em baixo conseguiu me rachar ao meio...rs... parte de mim ficou "tranquilíssima" e outra "agitadíssima". E eu fiquei todo molhado em lágrimas...rs 

Após esse vídeo percebi que estava no caminho certo. Graças a Deus eu e minha esposa sempre participarmos juntamente da gravidez dela e posso dizer que desfrutei ao máximo aquela barrigona. Só não consegui botar músicas pro bebê ouvir na barriga...rs. 

Isso foi só um resumo de poucas coisas que aconteceram comigo. Se você tem uma esposa grávida sugiro que pare AGORA tudo o que está fazendo e vá dar atenção a ela. Deixe ela mimada, encha-a de beijos, fale com seu filho dentro da barriga. Acompanhe-a nos pré-natais, ajude-a. Tudo isso é único.

Minha esposa havia escolhido o nome caso fosse menina (Raquel) e eu a convenci de que eu deveria escolher um se fosse menino. Quando descobrimos que era menino já tínhamos o nosso bom Moisés.

O NASCIMENTO
Quando meu filho nasceu foi meio na correria. Ele decidiu antecipar alguns dias e nos pegou de surpresa. até hoje não esqueço o quão delicioso foi o momento para mim. Meu filho nasceu em 05-04-2013. Era o dia da última consulta de pré-natal. 

Não acompanhei a cesárea, mas fiquei ao longe observando o nascer. Assim que ele nasceu me prontifiquei a seguir a enfermeira que o levava e tirei fotos das medidas do primeiro banho, de tudo...rs. Após a enfermeira realizar todos os procedimentos necessários ela passou meu filho ao meu colo. Que sensação boa, gente. Admito que fiquei atemorizado também. "Será que sei segurar uma criança", "Será isso?", "Será aquilo?". No meio de tantos "serás" ele abre os olhinhos e tenta me ver...


Esse momento incrível foi registrado em foto pela nossa madrinha de casamento que estava lá tentando nos ajudar, pois, havíamos sido pegos de surpresa e estávamos na cidade do parto sem as roupas para o bebê nem nada. Um pouco mais tarde meus pais e avós chegaram para ver o bebê e nos levaram suprimentos.

Aos pais cujas esposas fizerem Cesarianas fiquem cientes  de que elas ficam literalmente apagadas depois do procedimento, então, eu passei a noite em claro com o bebê com medo de tudo, pois, a mãe estava apagada com sedativos. Eu que o levava ao seio dela para que ele tentasse se alimentar, a cada chiado eu o observava atentamente. A cada choro eu observava como poderia saciar a necessidade originária do choro. Confesso que não consegui trocar a primeira fralda sozinho, mas um enfermeiro senhor prontamente me ajudou e me ensinou como fazer. Daí pra frente, só vitória...rs

PRIMEIRO ELE

Pra nós que já estamos entrosados em uma era tão virtual na qual as atrações e entretenimentos são tão chamativos nós somos distraídos frequentemente e, por este motivo, eu propus dentro de mim a verdade universal sobre um filho: ELE VEM PRIMEIRO. Sempre será primeiro o filho. Quando o celular toca pode esperar, meu filho não. Quando tocam a campainha podem esperar, meu filho não. E assim por diante.

Cheguei a essa conclusão depois que vi algumas campanhas sobre os pais que ficam no celular o tempo inteiro e os filhos. Olha admito que a cada dia eu me policio para não deixar qualquer coisa roubar meu tempo com meu filho (Óbvio que nem sempre consigo). Atualmente ele tem 4 anos. Sempre que consigo brinco com ele, quando não tenho forças tento arranjar pra brincar mais um pouco, durmo com ele, conto histórias (não tanto quanto deveria, aliás tenho pecado bastante nesse quesito). E sinceramente, recomendo a todos vocês que vão ser pais que se preparem para fazer isso também, pois, é incrível fazer parte do mundo do seu filho! Tive pais que sempre fizeram parte do meu mundo e por isso hoje me esforço ao máximo para conseguir fazer parte do mundo do meu filho. As vezes sinto que não estou fazendo tanto quanto meus pais faziam por mim, mas me conforta o pensamento de que estou fazendo tudo que é possível, tudo que está ao meu alcance por Ele.

Depois escrevo mais. Pretendo falar sobre a criança e sobre como devemos (ou deveríamos) tratá-las. 


Eu e meu filho em Praia Seca quando ele tinha mais ou menos um ano e meio de idade.
Eu espero que quando você tenha filhos possa desfrutar maravilhosamente dessa experiência, que ela seja ímpar na sua vida assim como foi na minha!

Mero Mortal