quinta-feira, 22 de março de 2018

Diário de um dia de chuva.


Realmente a vida é uma continuidade que, por vezes, nos leva a locais que jamais imaginamos. 


Não creio que há dez anos ou cinco anos atrás eu tinha a mínima noção de onde estaria agora. Por vários momentos o caminho que escolhi não foi o mesmo que eu aconselhei a mim mesmo que seguisse. Não digo que por isso estou aonde não queria. Não, pelo contrário. O resultado que desejamos só é alcançado pelo caminho que lhe é cabível. Não se pode esperar que uma goiabeira dê morangos e, nem tampouco, que uma vida de trabalhador num mercado (lato sensu) mediano te leve a reunir fortunas.

Mas afinal, será que tudo se resume em fortunas? Acumular dinheiro? Correr atrás do melhor padrão de vida possível? Eu sei que não. Essas perguntas são meramente retóricas. É óbvio que o dinheiro nos traz um patamar seguro de vida. É através dele que podemos suprir as necessidades de nossa família. Depois que fui pai pude perceber que essa vontade de "ter mais dinheiro" aumenta, pois, você quer dar tudo e mais um pouco pro seu filho. 

Antes eu pensava que poderia viver com pouco mais do que um salário minimo, só que conforme a família cresce os gastos cressem. Se falta pra você, não é importante. Se falta pro seu filho, é um absurdo e, por isso, somente por isso, essa vontade aumenta.

Enfim, a vida é como o clima. Ela nos leva pra lá, pra cá, conforme bem entende. E lá vamos nós, navegando na nossa própria existência. Eu entendo que deveria buscar a minha própria estabilidade de vida num concurso público, mas eu não tenho vontade. Como me convencer de que eu devo fazer algo que não quero? (rs). Sei que devo prover para meu filho tudo que ele precisa e por isso devo correr atrás de uma estabilidade. Mas não me sinto bem com a procura por um serviço público. Sou uma pessoa muito acomodada, tenho pra mim que caso passasse em um concurso eu seria um típico funcionário público acomodado e não sei se quero isso pra minha vida...


O engraçado é que meus três "eus"¹ divergem e se zoam. Acusam-me de estar usando desculpas para não estudar, pois, não gosto de estudar. Ou ainda, acusam-me de achar-me incapaz e que por isso não tento. Sinceramente, não sei qual deles está certo...rs. Como descobrir qual de mim está mentindo? Ou será que os três tem parcela de culpa?

Ainda que a felicidade seja o caminhar e não o destino, até que ponto esse pensamento não impacta onde vou chegar? 

Será que meu principal problema seria o de ir sem objetivo? Simplesmente ir pra algum lugar?


Ainda que o primeiro passo seja o mais importante do que os demais o que determina o sucesso do primeiro passo é o objetivo alcançado com o último.


O que eu faço bem? Será que eu deveria fazer o que faço bem? 


Enfim, deixarei abaixo uma letra de uma música que gosto. Uma pequena reflexão sobre a vida. Não me importo tanto com a opinião alheia, como enfatiza o final da letra. Mas, mesmo assim vale a pena postar a letra.

"A Vida É Como O Clima, de certa forma ela até imita o clima 
As vezes chove forte, avassaladoramente 
E outras vezes temos apenas uma garoa, um breve sereno 
Existem dias em que o sol é escaldante e forte 
Em outros não há calor suficiente nem para secar uma peça de roupa presa no varal 
Os imprevistos nos rondam 
E se não estivermos preparados seremos surpreendidos de forma dolorosa 
Em um determinado momento você tem tudo e não percebe 
E no momento seguinte não tem mais nada 
Outrora você tinha toda a esperança de uma criança 
E talvez hoje tenha somente a agonia de um homem 
Uma coisa é certa, há tempo determinado para tudo 
Para sorrir, para chorar, para plantar, para colher 
Tempo para ódio, tempo para o amor, tempo para a paz, tempo para a guerra 
Tempo para nascer e tempo para morrer 
Algo como o inverno e o verão 
Não podemos ignorar esses fatos 
Não é certo termos apenas prazer 
É necessário também trabalho 
Uma história ilustra tudo isso 
Ela está na Bíblia, veja como tudo pode se tornar nada 
Em Gênesis capítulo 42, lá está relatado que houve no Egito um tempo de abundância 
Dias de verdadeira fartura, mas esse tempo não durou muito 
E a fome e a necessidade se instalaram no meio daquele povo de uma forma brutal 
Assim como a melhor forma de se proteger do mau tempo é ter uma casa forte 
Resistente e com mantimentos 
A melhor forma de se precaver na hora da angústia do homem é ter a esperança da criança  
É manter a Fé em Jesus nosso Senhor e salvador 
A única forma de estarmos seguros é deixando Deus ser o nosso refúgio, a rocha da nossa salvação 
Você vive em um mundo de escolhas 
Será que suas escolhas não decepcionarão seus amigos, seus irmãos, seus pais, você mesmo 
E até o próprio Deus, pense nisso"


Esse texto foi mais um desabafo, por isso "Diário". Não é pra você gostar, é pra você refletir um pouco...rs.


1 - http://devaneiosdeummeromortal.blogspot.com.br/2016/11/as-vezes-eu-somos-3.html



M.M.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Eu e a Paternidade

Neste post quero contar um pouco sobre a minha experiência em ser pai. Não vou abranger a humanidade e todos os pais, quero falar sobre mim e sobre o que passei. Não sei por que motivo você se interessaria em ler isso, mas se escolher ler, espero que goste.

ANTES DO NASCIMENTO

Nessa época eu trabalhava e ganhava pouco mais de um salário mínimo quando suspeitamos que minha mulher estivesse grávida. Fizemos um exame de sangue e "bingo". Chegava nosso tesouro.  

Lembro-me de ter comprado um Livro (não me lembro o título) para que eu e ela acompanhássemos a gravidez. O livro tinha capítulos de uma ou duas páginas que eram relativos as semanas da gravidez. Cada capítulo tinha três "tópicos": O pai, a Mãe e o Bebê; ao final do capítulo traziam sempre uma bela frase para meditação semanal. Claro que o tópico "O Pai" sempre era bem menor que o tópico "A mãe" e "O bebê", mas lembro-me até hoje de como eu ficava ansioso para ler aquele pequeno pedacinho de texto que me falaria sobre mim e meu filho. Era bem interessante passamos ótimos momentos com este livrinho. Recomendo sinceramente que todos que puderem tenham um livrinho para acompanhamento da gravidez.

Neste livro encontrei uma frase que me impactou sobremaneira e que até hoje levo guardada junto com minhas frases preferidas. Essa frase me fez lembrar de quanto tempo meu pai passava comigo sempre que podia.
"A melhor herança que um pai pode dar ao filho é alguns minutos de seu tempo a cada dia."  -  O.A. Battista
Nessa época eu vivia me questionando como ser um bom pai, o que fazer, como proceder. Não sabia como educar um filho em um mundo tão caótico. Então, me deparei com o canal do youtube chamado "Vou ser Papai, e agora?". Esse belo vídeo que vou por aqui em baixo conseguiu me rachar ao meio...rs... parte de mim ficou "tranquilíssima" e outra "agitadíssima". E eu fiquei todo molhado em lágrimas...rs 

Após esse vídeo percebi que estava no caminho certo. Graças a Deus eu e minha esposa sempre participarmos juntamente da gravidez dela e posso dizer que desfrutei ao máximo aquela barrigona. Só não consegui botar músicas pro bebê ouvir na barriga...rs. 

Isso foi só um resumo de poucas coisas que aconteceram comigo. Se você tem uma esposa grávida sugiro que pare AGORA tudo o que está fazendo e vá dar atenção a ela. Deixe ela mimada, encha-a de beijos, fale com seu filho dentro da barriga. Acompanhe-a nos pré-natais, ajude-a. Tudo isso é único.

Minha esposa havia escolhido o nome caso fosse menina (Raquel) e eu a convenci de que eu deveria escolher um se fosse menino. Quando descobrimos que era menino já tínhamos o nosso bom Moisés.

O NASCIMENTO
Quando meu filho nasceu foi meio na correria. Ele decidiu antecipar alguns dias e nos pegou de surpresa. até hoje não esqueço o quão delicioso foi o momento para mim. Meu filho nasceu em 05-04-2013. Era o dia da última consulta de pré-natal. 

Não acompanhei a cesárea, mas fiquei ao longe observando o nascer. Assim que ele nasceu me prontifiquei a seguir a enfermeira que o levava e tirei fotos das medidas do primeiro banho, de tudo...rs. Após a enfermeira realizar todos os procedimentos necessários ela passou meu filho ao meu colo. Que sensação boa, gente. Admito que fiquei atemorizado também. "Será que sei segurar uma criança", "Será isso?", "Será aquilo?". No meio de tantos "serás" ele abre os olhinhos e tenta me ver...


Esse momento incrível foi registrado em foto pela nossa madrinha de casamento que estava lá tentando nos ajudar, pois, havíamos sido pegos de surpresa e estávamos na cidade do parto sem as roupas para o bebê nem nada. Um pouco mais tarde meus pais e avós chegaram para ver o bebê e nos levaram suprimentos.

Aos pais cujas esposas fizerem Cesarianas fiquem cientes  de que elas ficam literalmente apagadas depois do procedimento, então, eu passei a noite em claro com o bebê com medo de tudo, pois, a mãe estava apagada com sedativos. Eu que o levava ao seio dela para que ele tentasse se alimentar, a cada chiado eu o observava atentamente. A cada choro eu observava como poderia saciar a necessidade originária do choro. Confesso que não consegui trocar a primeira fralda sozinho, mas um enfermeiro senhor prontamente me ajudou e me ensinou como fazer. Daí pra frente, só vitória...rs

PRIMEIRO ELE

Pra nós que já estamos entrosados em uma era tão virtual na qual as atrações e entretenimentos são tão chamativos nós somos distraídos frequentemente e, por este motivo, eu propus dentro de mim a verdade universal sobre um filho: ELE VEM PRIMEIRO. Sempre será primeiro o filho. Quando o celular toca pode esperar, meu filho não. Quando tocam a campainha podem esperar, meu filho não. E assim por diante.

Cheguei a essa conclusão depois que vi algumas campanhas sobre os pais que ficam no celular o tempo inteiro e os filhos. Olha admito que a cada dia eu me policio para não deixar qualquer coisa roubar meu tempo com meu filho (Óbvio que nem sempre consigo). Atualmente ele tem 4 anos. Sempre que consigo brinco com ele, quando não tenho forças tento arranjar pra brincar mais um pouco, durmo com ele, conto histórias (não tanto quanto deveria, aliás tenho pecado bastante nesse quesito). E sinceramente, recomendo a todos vocês que vão ser pais que se preparem para fazer isso também, pois, é incrível fazer parte do mundo do seu filho! Tive pais que sempre fizeram parte do meu mundo e por isso hoje me esforço ao máximo para conseguir fazer parte do mundo do meu filho. As vezes sinto que não estou fazendo tanto quanto meus pais faziam por mim, mas me conforta o pensamento de que estou fazendo tudo que é possível, tudo que está ao meu alcance por Ele.

Depois escrevo mais. Pretendo falar sobre a criança e sobre como devemos (ou deveríamos) tratá-las. 


Eu e meu filho em Praia Seca quando ele tinha mais ou menos um ano e meio de idade.
Eu espero que quando você tenha filhos possa desfrutar maravilhosamente dessa experiência, que ela seja ímpar na sua vida assim como foi na minha!

Mero Mortal



segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Divagações sobre Reorientação e a anulação da Resolução do CRP

Então...

Muito se ouviu nessa semana sobre a decisão polêmica de um Juiz da 14ª Vara Federal, Dr. Waldemar Cláudio de Carvalho, que suspendeu o efeito da Resolução 001/1990 do Conselho Federal de Psicologia (CRP), nos estritos termos abaixo colacionados:

“Sendo assim, defiro, em parte, a liminar requerida para, sem suspender os efeitos da Resolução nº 001/1990, determinar ao Conselho Federal de psicologia que não a interprete de modo a impedir os psicólogos de promoverem estudos ou atendimento profissional, de forma reservada, pertinente à (re) orientação sexual, garantindo-lhes, assim, a plena liberdade científica acerca da matéria, sem qualquer censura ou necessidade de licença prévia por parte do C.F.P., em razão do disposto no art. 5º. inciso IX, da Constituição de 1988”
Vi muitos amigos meus celebrarem a decisão, mas, na mesma proporção, outros amigos bradaram aos quatro ventos que trata-se de um ato "atentatório à dignidade do homossexual", mero "preconceito travestido de tratamento"

Imagens como esta viralizaram em campanha na internet.

Enfim decidi dar minha opinião sobre o assunto. Estou escrevendo isso aqui neste Blog, pois, creio que terá menos acesso/impacto do que em uma rede social. E redes sociais são locais complicados para debatermos, todos são tão cheios de verdades absolutas e incontestáveis que eu, Mero Mortal, jamais ousaria questioná-los. Minha opinião advém de meus pensamentos, não defenderei o "direito jurídico da plena liberdade científica", só emitirei o que penso.

Para começar: eu já acho que a interpretação tendenciosa pesa muito contra o lado que chama esta medida de "Cura Gay". Ao propagarem-se manchetes com títulos "Judiciário Libera Cura Gay", "Homossexual será tratado como doente", ao meu ver só se está sensacionalizando o fato em busca de meros compartilhamentos/likes para que repetidores de idéias espalhem essa "Fake News" e mobilizem "massas cegas".

Antes de começar a falar sobre meu posicionamento, eu gostaria de fazer um pequeno adendo para os justiceiros de plantão. Não sou homofóbico, tenho amigos e parentes (muito queridos por sinal) que são homossexuais, sempre convivi com eles da mesma forma que convivo com todas as outras pessoas ao meu redor, pois, eles em NADA diferenciam de todos os outros. Logo, se for me taxar de homofóbico, saiba que isso me doerá, pois, não o sou, logo, se for fazer, ao menos faça de forma fundamentada para que possamos debater civilizadamente.



NA MINHA OPINIÃO...

Sim, eu sou a favor da liberação do atendimento psicológico de orientação e reorientação sexual.

Não, não acho que homossexualidade seja uma doença, mas uma opção.

Veja bem, pra mim tudo começa com a escolha do prisma óptico pelo qual você quer usar o filtro axiológico advindo de suas experiências para filtrar sua visão de mundo, seu pequeno pedaço de ser na existência do universo. Não sou homossexual, mas acredito que um ser humano que opta por ser homossexual se sente mais feliz com essa escolha, talvez se sinta mais confiante com parceiros homo, talvez isso, talvez aquilo..... no final das contas podemos dizer que ele só escolhe esta opção, pois, sabe que será mais feliz consigo mesmo se assim o fizer. Note bem, pode ser que mesmo sendo feliz consigo mesmo ele venha a ter diversos problemas e infelicidades em outras áreas da vida, por rejeição, preconceito e atos análogos, mas pouco importa. Se ele estiver de bem consigo mesmo ele fará essa escolha, no final sempre buscamos a paz com nossa consciência.

Mas essa felicidade que vem de dentro... da paz interior, aceitação própria. Como esses conceitos nascem em nosso interior? Como são cultivados? Podem ser implantados? Ainda insistindo nessa "analogia agrícola", "sou eu o fazendeiro que cuido desse cultivo?". Pera aí, vamos viajar um pouco...

Todas as experiências que você teve durante a sua vida, moldam você, fazer uma profunda auto análise de suas ações moldam você e o tempo molda você. A todo momento você é moldado, experiências são adquiridas e por aí vai.... todo esse acúmulo de conhecimento junto com fatores externos e carga genética acabam por montar seu "Filtro Axiológico". Um filtro de valores e conceitos que o fará enxergar o mundo ao seu redor. Mas a questão é que você nunca está PLENO o suficiente de experiências e conhecimento para julgar seu filtro axiológico como perfeito, logo, seu modo de ver a humanidade não é perfeito. Assim como o meu também não o é.



Mas o que tudo isso "tem a ver" com o assunto? A felicidade é sempre a escolha.

Vamos lá, deixe-me tentar chegar ao ponto. A busca por felicidade é o que move a opção sexual da pessoa. Ninguém passa a ser homossexual para ser mais triste, pelo contrário, ao fazê-lo comemora que estará feliz com os amigos, parentes, e mesmo que estes não festejem, estará feliz consigo. Atenderá ao clamor de seu interior, essa opção estará de acordo com o que seu filtro axiológico lhe mostra. Mas esse filtro não é estático. 

Em dado momento de sua vida pode ser que um homossexual pode querer retornar a heterossexualidade, pois, crê que ali encontrará e /ou estará mais feliz de acordo com o julgamento que seu filtro axiológico lhe apresenta. Por qual motivo esta pessoa não teria o direito a acompanhamento psicológico para lhe orientar? Vale aqui ressaltar que a orientação psicológica não é "coisa de maluco", psicólogo não trata só doença, quem trata exclusivamente de doença é médico. Psicólogo não é médico. O Psicólogo, ao meu ver, chega a ter um papel de "guru", "conselheiro", "Sábio da montanha" e etc. Sabem os velhos anciões que ouviam os lamentos dos mais novos e lhes prestavam conselhos apontando o caminho? Esse é um dos papéis do psicólogo ao meu ver. Óbvio que sei das outras implicações científicas da profissão e tudo o mais. Mas quero destacar este papel o psicólogo neste momento.

Imagine a cena: um rapaz de rosto liso, cerca de 16 anos, alguns pequenos pelos na barba. Ele demonstra cansaço emocional, chegou ao extremo e só enxerga a felicidade ao relacionar-se com outros homens e portanto busca orientação psicológica. Ele tem direito a orientação/reorientação, isso o deixará feliz. A felicidade dele está do outro lado da cerca, mas como chegar lá, onde está o caminho?

Imagine uma segunda cena. Este rapaz de rosto liso acima mencionado na verdade é uma mulher trans-gay. Ou seja, "um homem que nasceu errado em um corpo de mulher" e que agora ao invés de gostar de mulheres passa a afeiçoar-se por homens....Será que ela também não teria direito a reorientação ou orientação para fazer esta transição?

Se você só vê problema na primeira situação e não na segunda, sugiro que reveja seus filtros...Por qual motivo um caminho deve estar sempre fechado? Por que quem optou por ser homossexual não pode "desoptar" quando lhe aprouver? Quem sou eu, ou quem é você para impedir esta pessoa de buscar sua felicidade?


Eu entendo seus medos sobre a reorientação e alguns eu até compartilho.

O temor de grande parte da comunidade homossexual é que todos os filhos afeminados (e vice versa) sejam pressionados por seus pais para fazerem terapia de reorientação e que isso vire uma ditadura da reorientação. Confesso que compartilho desse medo, pois, creio que a decisão pela reorientação deve advir da mudança radical e paradigmática não só do filtro axiológico, mas da multifocalidade da inteligência (Dê um Google pra buscar um resumo sobre "Inteligencia Multifocal" de A. Cury).

O que vai te fazer achar a felicidade "do outro lado da cerca" é a alteração do seu modo de ver TUDO. Logo, a "forçação de barra" poderia ser um problema. Contudo, creio que é nesse liame subjetivo que o Conselho Regional de Psicologia (CRP) deveria normatizar. O psicólogo deveria analisar caso a caso e conferir,  se, dentre outros, os requisitos que mencionei acima estão presentes no caso, se a reorientação e/ou orientação não é forçada. Creio também que os psicanalistas não estariam aptos a reorientar.

Enfim, deu vontade de escreve e eu escrevi. Espero que alguém leia. Sem mais.

M.M



segunda-feira, 26 de junho de 2017

Pense dentro de si!

Cuidado, não viva a vida enxergando por outros olhos.

Muitas vezes me deparo com pessoas que vivem através dos olhos alheios. Elas são sempre preocupadas e altamente estressadas. Usam todas as forças para encaixarem-se no padrão que criam em seus pensamentos.



"Ah, não vou fazer isso, pois, fulano vai pensar isso", "será que beltrano está pensando aquilo?", "ele está pensando isso, então tenho que fazer aquilo". Por favor, PAREM! Vocês não merecem viver assim! Não se preocupe sobre o que pensarão de você. Se preocupe com o que você pensa de você!

Quantas brigas você já criou por causa desse tipo de ação? Quantas coisas boas deixou de fazer por que fulano iria fazer/pensar algo? Quantas chances desperdiçou por causa disso? Já é hora de parar...

Eu, por muito tempo vivi pensando no que os outros pensavam de mim - ou pelo menos no que eu achava que pensavam. Num certo momento, em conversa com meu pai, ele me disse:
"Filho, já parou pra pensar que quem está pensando esses pensamentos é você e não ele. Ele está lá, tem a possibilidade de ele estar pensando isso sim, mas você NUNCA saberá se ele realmente está pensando isso. Então, pare de se colocar na cabeça dele e ficar imaginando o que ele pensa. Pense dentro da sua cabeça"

A partir desse dia eu comecei um exercício mental...Quando eu começava a pensar dentro da cabeça dos outros imediatamente vinha-me a mente como se eu estivesse dentro da cabeça dele enxergando pelos olhos dele, então, eu simplesmente falava pra mim "o que eu estou fazendo aqui" e meu pensamento saia para minha cabeça e eu, então, começava a pensar já enxergando sob meus olhos.

Creio que a lição mais importante que eu guardei dessa aventura interna foi a de que eu NUNCA saberei o que outra pessoa está pensando, então, posso conceder a ela o benefício da dúvida. Não vou julgar ela com base no que eu acho que ela pensa, até porque, na maioria das vezes isso não é realmente o que ela pensa.

Não se preocupe insistentemente com o que os outros pensam. Afinal, você nem sabe se realmente eles pensam isso. Enfim....

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

As vezes eu 'somos' 3!


Certo dia passando no Facebook eu me deparei com a imagem acima que me deixou bastante contente, pois, pensei: Meu Deus, finalmente achei alguém que pensa como eu! E pra ser sincero, eu nem conhecia (e nem conheço ainda) o tal do Leonard Ravenhil e nem seus escritos, mas foi a primeira vez que vi que havia alguém que pensava como eu! Ignore o "Hipster Reformado"...aparentemente foi a página que compartilhou, mas não sei nem o que significa hipster e nem quero saber no momento...rs
Sabem..... sempre tive dentro de mim alguns conflitos. De ordem moral e religiosa principalmente (não é novidade pra ninguém aqui que sou Cristão..rs). Dentro de mim consigo observar três  papéis que degladiam entre si para dirigir o que sou. Alguns diriam que seria eu no meio, um anjinho do lado e o capetinha de outro...rs...como na imagem abaixo....

Mas não, não é isso que estou falando. É mais que isso... Se preciso julgar, fazer uma escolha ou decidir sobre algo, rapidamente um Eu Central assume a posição imparcial de Julgador, o Eu Realista assume a posição de lamuriar de um lado e o Eu sonhador assume a posição de me lembrar da essência de outro lado. Pra exemplificar (ou melhor, pra complicar...rs) vou nomear os personagens como: Eu, Eu Mesmo e Mim. 

Eu permanece inerte inerte ouvindo as lamúrias de Eu mesmo enquanto Mim está ressaltando a essência que me constitui. As vezes Eu formula perguntas nesse julgamento... e o mais interessante é que se Eu Mesmo ou Mim respondem de forma diversa do que deveriam (e.g.: Se Eu Mesmo passa a me lembrar da essência que me constitui, logo, Mim passará a atacar os argumentos de Eu Mesmo para lamuriar e vice versa)

Creio que nunca cheguei tão fundo em minhas reflexões para definir, como Ravenhil fez, quem são minhas pessoas interiores. Mas ao ler o que ele escreveu eu fico fascinado, pois, talvez seja uma pista pra que eu desvende a minha pessoa. Caramba, alguém que pensa como eu: Três pessoas: "A que nós achamos que somos, a que os outros pensam que somos e a que Deus sabe que somos". Ainda não consigo definir quem é quem...rs... principalmente por esta troca de papel que acontece quando elas começam a argumentar contrariamente ao que deveriam.

Enfim, eu acho conversar introspectivamente (comigo mesmo...rs) uma coisa saudável (apesar de admitir que tenho feito menos isso ultimamente... acho que Eu está com saudade de Eu Mesmo e de Mim...rs). Conversar em voz alta consigo mesmo é uma delícia e me ajuda a aliviar algumas pressões...rs. 

Nos momentos de pressão eu converso entre nós (Eu, Eu mesmo e Mim), as vezes até me introduzo e apresento o "tema em debate"...rs... Mas é certo que eu preferia simplesmente fazer a Terapia do Grito que Augusto Cury propõe em seu livro (Recomendo que leiam - é fenomenal) o Vendedor de Sonhos: Simplesmente espantar a agonia sufocante de sua psiquê com um grito com todo o fôlego do peito, mas eu tenho vergonha de fazer...rs

Uma dificuldade sobreveio! Em algum momento (nem eu sei quando...rs) impus que  as decisões de minha vida deveriam ser tomadas por unanimidade entre os meus "eus".... rapaz.... você não sabe como é difícil conseguir unanimidade entre eles. Por isso tem vezes que não consigo fazer as coisas...rs... eles não entram em consenso! hahahaha.

Houve um momento que não deu mais.... eu precisei fazer uma reunião de emergência dentro da minha psiquê entre Eu, Eu Mesmo e Mim: Eles estavam me atrapalhando imensamente! Eu precisava que formassem consenso rapidamente! Não importando que custo eles teriam! Então nós três sentamos e usamos o meu corpo para digitar uma ata de reunião (sério...rs... eu tenho essa ata guardada). Lá cada um dos três expôs o seu lado e no final saímos com uma decisão e bem cientes de que apesar dessa decisão afetar parte substancial de Mim era a vontade de Eu Mesmo e com a aprovação de Eu.

As vezes nessa bagunça que sou com três eus vejo Deus me olhando lá de cima, as vezes admirado e as vezes indignado e as vezes quieto esperando nós decidirmos.... as vezes acho até Ele ri de mim quando me vê fazendo isso...rs. E sim, em geral, quando minha espiritualidade está no nível que deveria, todas as decisões desse conselho são chanceladas ou não por Deus. Entrego nas mãos Dele e vejo o que Ele me diz. O problema é que nem sempre eu consigo estar com a espiritualidade onde deveria o que me faz agir algumas decisões tomadas sem a chancela final, só com a decisão do Conselho dos Eus. 

Bom, sempre que falo sobre essas coisas pra alguém a pessoa começa a me olhar torto e da pra ler na testa dela: "Nossa eu não achava que você era tão louco", "Sério que estou ouvindo isso?". Enfim, já que estou escrevendo na internet isso pelo menos não vou ler isso na sua testa, apesar de talvez ler nos seus comentários...hahaha. Mas fazer o quê?

Mas quem foi o tal de Ravenhil que pensa exatamente a mesma maluquice que eu? Será que ele era tão maluco quanto eu? Será que acabou no hospício? rsrs

Acabei de ler nesse momento na Wikipédia quem foi... nunca tinha ouvido ou lido sobre ele....:

"Leonard Ravenhill (1907-1994) foi um escritor e evangelista cristão britânico que focalizava em assuntos como oração e avivamento. É mais conhecido por desafiar a igreja moderna e seu mais notável livro é "Por que Tarda o Pleno Avivamento?"."

Sabe gostei da leitura do perfil dele na Wikipédia, vou ver se acho mais livros escritos por ele. No final do perfil diz que na base da lápide dele está escrito: "AS COISAS PELAS QUAIS VOCÊ TEM VIVIDO VALEM A MORTE DE CRISTO?" E aí, me respondam essa pergunta, pois eu não sei responder.
Espero que essa loucura toda ajude alguém algum dia...rs

Até,

M.M

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Tudo é vaidade e aflição de espírito...



As vezes deparo-me com a brevidade do homem e com a excessiva preocupação dos problemas do dia-a-dia....No final, realmente, como disse Salomão, no Livro de Eclesiastes.

Afinal, de que aproveita o dinheiro que vem no começo do mês para que você "pague" seu mês seguinte de vida? Entram meses e saem meses e você não consegue localizar um sentido em "viver para pagar suas contas", muito menos em usar o dinheiro para obtenção de prazer. Este último o auxilia a aliviar o cansaço da vida, mas é vazio em si mesmo e desprovido de qualquer sentido prático, pois, a busca imediata por prazer é o caminho mais oposto à plenitude da felicidade!

Um amigo me lembrou há algum tempo de um conceito interessante do Ex-Presidente do Paraguai, Pepe Mujica (Quando ele me falou Mujica, logo pensei "poxa lá vem uma ideia esquerdista sobre o socialismo e sua bondade". não poderia estar mais errado).

Inventamos uma montanha de consumo supérfluo, e é preciso jogar fora e viver comprando e jogando fora. E o que estamos gastando é tempo de vida. Porque quando eu compro algo, ou você, não compramos com dinheiro, compramos com o tempo de vida que tivemos de gastar para ter esse dinheiro. Mas com esta diferença: a única coisa que não se pode comprar é a vida. A vida se gasta. E é miserável gastar a vida para perder liberdade.
Tal conceito fez sentido pra mim. Agora a questão é por qual motivo estou gastando o meu tempo atualmente? (Nesse pergunta quero saber mais sobre o tempo do que propriamente sobre o dinheiro. Pra mim "onde se gasta o dinheiro" é consequência de "onde se gasta o tempo"). Será que gasto o meu tempo com prazeres efêmeros? com objetos que não preciso? Afinal, o que preciso?

As vezes olho para terra e chego à mesma conclusão de Salomão: "Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito. Eclesiastes 1:14-14"

Isso porque nada nesse mundo pode sequer preencher um espaço reservado que há no seu/meu coração que nenhum bem no mundo pode satisfazer, senão o propósito sendo trilhado.

Fiodór Dostoiévski reconhecia disse que "existe no homem um vazio do tamanho de Deus". A mesma linha de raciocínio foi que levou C.S. Lewis do agnosticismo à cristianismo:

Se eu encontro em mim um desejo que nenhuma experiência desse mundo possa satisfazer, a explicação mais provável é que eu fui feito para um outro mundo...Se nenhum dos meus prazeres terrenos é capaz de satisfazê-lo, isso não prova que o universo é uma fraude. Provavelmente os prazeres terrenos não têm o propósito de satisfazê-lo, mas somente de despertá-lo, de sugerir a coisa real. Se for assim, tenho de tomar cuidado para, por um lado, jamais desprezar ou ser ingrato em relação a essas bênçãos terrenas, e, por outro jamais confundi-lo com outra coisa, da qual elas não passam de um tipo de cópia, ou eco, ou miragem.
Bom, a questão, então, parece ser para onde você está caminhando? Viver por viver? Viver para si próprio? Ou Viver para um propósito? Uma realização transcendente...


Todos nós desejamos o progresso, mas se você está na estrada errada, progresso significa fazer o retorno e voltar para a estrada certa; nesse caso, o homem que volta atrás primeiro é o mais progressista.                                                                                                                                  C.S. Lewis


sábado, 16 de julho de 2016

Metas, Objetivos e Propósitos na definição de Ed René Kivitz

Hoje só quero deixar aqui um trecho de um livro que muito me impactou quando o li. Eu sempre falava sobre meta, propósito e objetivo como se fossem sinônimos, mas na verdade não o são. Cada um tem sua definição própria. Vejamos um trecho do Capítulo 6 do Livro "Vivendo com Propósitos" de Ed René Kivitz. Sugiro que sente... é uma ótima leitura.



Metas, objetivos e propósitos são palavras entrelaçadas que, para a maioria das pessoas, querem dizer exatamente a mesma coisa: pontos de chegada. Os manuais de planejamento e de gestão multiplicam–se e, com eles, também cresce o número de definições possíveis para os termos. Na verdade, o mais comum é que cada autor use as palavras de acordo com sua conceituação particular: o que um chama de meta o outro chama de objetivo, e o que o outro chama de propósito, aquele um chama de meta. e assim por diante, até que ninguém se entende numa reunião porque todos estão usando as mesmas palavras, mas com sentidos diversos. Tudo porque cada um leu um manual diferente, e ninguém se preocupou em unificar a linguagem.

A coisa não poderia mesmo ser diferente. As definições do Dicionário Aurélio, por exemplo, ajudam, mas não esclarecem. Precisamos montar o quebra–cabeça dos conceitos, e o melhor que temos a fazer é redigir nosso próprio aurélio: cada um escreve o seu dicionário e, depois, no meio das conversas faz as adequações necessárias do tipo "ele está falando de objetivo, mas pra mim isso é meta, tudo bem, já entendi, vamos em frente". Fiz o meu aurélio particular e convido você a me acompanhar no raciocínio. Primeiro, vamos ao Aurélio de verdade.

 A coisa não poderia mesmo ser diferente. As definições do Dicionário Aurélio, por exemplo, ajudam, mas não esclarecem. Precisamos montar o quebra–cabeça dos conceitos, e o melhor que temos a fazer é redigir nosso próprio aurélio: cada um escreve o seu dicionário e, depois, no meio das conversas faz as adequações necessárias do tipo "ele está falando de objetivo, mas pra mim isso é meta, tudo bem, já entendi, vamos em frente". Fiz o meu aurélio particular e convido você a me acompanhar no raciocínio. Primeiro, vamos ao Aurélio de verdade.

objetivo. [De objeto + –ivo.] Adj. 1. Relativo ao objeto. 2. Prático, positivo. 3. Filos. Diz–se do que é válido para todos, e não apenas para um indivíduo. 4. Diz– se de fenômeno natural que se determina conforme os critérios científicos vigentes. ~ V. complemento –, direito –, idealismo –, novação –a,pronome – e  vertigem –a. • S. m. 5. Mat. No método interativo, o valor final para o qual convergem progressivamente os resultados das sucessivas interações. 6. Objeto.

propósito. [Do lat. propositu.] S. m. 1. Algo que se pretende fazer ou conseguir; intenção, intento, projeto. 2. Deliberação, determinação, decisão, resolução. 3. Modo sisudo; tino, prudência. 4. Relação, ligação. 5. Fim a que se visa. [Cf. prepósito.] A propósito. 1. A respeito. 2. Oportunamente, convenientemente. 3. V. por sinal. A propósito de. 1. Pelo fato de. 2. Com respeito a. De propósito. 1. Por querer; por acinte; intencionalmente, adrede. Fora de propósito. 1. Alheio ao assunto ou às circunstâncias presentes; despropositado.

finalidade. [De final + (i)dade; lat. tard. finalilale, 'desinência', 'terminação'.] S. í. 1. Fim a que se destina uma coisa; objetivo, alvo; destinação. 2. Causa final, i. e., explicação intelectual dum fenómeno pelos acontecimentos que se lhe seguem, pelo fim a que ele se destina. Finalidade externa. Filos. 1. A que tem por fim um ser diferente daquele que (total ou parcialmente) é meio de realizar esse fim. Finalidade imanente. Filos. 1. A que resulta da natureza e do desenvolvimento do próprio ser em que aparece. Finalidade interna. Filos. 1. A que tem por fim o próprio ser cujas partes são consideradas como meios. Finalidade transcendente. Filos. 1. A que se realiza em um ser pela ação que sobre ele exerce outro ser visando ao fim considerado.

Minhas definições pessoais indicam que a meta está relacionada com pontos mensuráveis de uma caminhada e dizem respeito a pontos de chegada ou a paradas para avaliação. A meta é o lugar definitivo ou intermediário aonde eu quero chegar. A meta responde à pergunta aonde? O objetivo, por sua vez, está relacionado com o que se pretende caso a meta seja alcançada. O objetivo justifica a meta. O objetivo responde à pergunta para quê? O propósito está relacionado com a motivação pela qual se busca um objetivo. O propósito é aquilo de que estou imbuído ao me mover em alguma direção. O propósito está relacionado com a finalidade, e a finalidade algo intrínseco à natureza do próprio ser, que age em direção as suas metas objetivos. O propósito é a programação interior que me coloca em movimento em certa direção. O propósito é a razão por que algo existe ou é feito. O propósito responde à pergunta porquê?

Em síntese, o propósito é algo que vem de dentro, que faz parle da minha natureza e identidade e que naturalmente me leva a buscar algumas coisas em detrimento de outras. Para alcançar essas coisas que estou buscando (objetivos), estabeleço alguns padrões de medida (metas), isto é, maneiras de saber se estou chegando aonde quero chegar. Dando asas a imaginação, podemos trilhar os caminhos de La Fontaine e imaginar que o Vento perguntou ao Fogo a razão pela qual estava derretendo a ponta do cordão, e ele respondeu que estava preocupado em não deixar o cordão desfiar, mas, no fundo, no fundo, gostava mesmo era de queimar. Derreter a ponta do cordão era a meta. Evitar que o cordão desfiasse era o objetivo. Queimar era o propósito, pois o fogo foi feito para queimar. Na moringa sobre a pia da cozinha estava a Agua, ouvindo a conversa entre o Vento e o Fogo. Naquele instante, pensou: "Também tenho uma meta: ser bebida até o final da tarde, e um objetivo: matar a sede de alguém, porque para isso existo, esse é o meu propósito: sou Água, fui feita para molhar".

Bom, era só isso mesmo...rs... Eu, quando leio essa parte, logo penso. Caramba, que lindo. É muito tenho que ler de novo. Se eu fosse você lia de novo e meditava.

Até a próxima.

M.M