segunda-feira, 14 de novembro de 2016

As vezes eu 'somos' 3!


Certo dia passando no Facebook eu me deparei com a imagem acima que me deixou bastante contente, pois, pensei: Meu Deus, finalmente achei alguém que pensa como eu! E pra ser sincero, eu nem conhecia (e nem conheço ainda) o tal do Leonard Ravenhil e nem seus escritos, mas foi a primeira vez que vi que havia alguém que pensava como eu! Ignore o "Hipster Reformado"...aparentemente foi a página que compartilhou, mas não sei nem o que significa hipster e nem quero saber no momento...rs
Sabem..... sempre tive dentro de mim alguns conflitos. De ordem moral e religiosa principalmente (não é novidade pra ninguém aqui que sou Cristão..rs). Dentro de mim consigo observar três  papéis que degladiam entre si para dirigir o que sou. Alguns diriam que seria eu no meio, um anjinho do lado e o capetinha de outro...rs...como na imagem abaixo....

Mas não, não é isso que estou falando. É mais que isso... Se preciso julgar, fazer uma escolha ou decidir sobre algo, rapidamente um Eu Central assume a posição imparcial de Julgador, o Eu Realista assume a posição de lamuriar de um lado e o Eu sonhador assume a posição de me lembrar da essência de outro lado. Pra exemplificar (ou melhor, pra complicar...rs) vou nomear os personagens como: Eu, Eu Mesmo e Mim. 

Eu permanece inerte inerte ouvindo as lamúrias de Eu mesmo enquanto Mim está ressaltando a essência que me constitui. As vezes Eu formula perguntas nesse julgamento... e o mais interessante é que se Eu Mesmo ou Mim respondem de forma diversa do que deveriam (e.g.: Se Eu Mesmo passa a me lembrar da essência que me constitui, logo, Mim passará a atacar os argumentos de Eu Mesmo para lamuriar e vice versa)

Creio que nunca cheguei tão fundo em minhas reflexões para definir, como Ravenhil fez, quem são minhas pessoas interiores. Mas ao ler o que ele escreveu eu fico fascinado, pois, talvez seja uma pista pra que eu desvende a minha pessoa. Caramba, alguém que pensa como eu: Três pessoas: "A que nós achamos que somos, a que os outros pensam que somos e a que Deus sabe que somos". Ainda não consigo definir quem é quem...rs... principalmente por esta troca de papel que acontece quando elas começam a argumentar contrariamente ao que deveriam.

Enfim, eu acho conversar introspectivamente (comigo mesmo...rs) uma coisa saudável (apesar de admitir que tenho feito menos isso ultimamente... acho que Eu está com saudade de Eu Mesmo e de Mim...rs). Conversar em voz alta consigo mesmo é uma delícia e me ajuda a aliviar algumas pressões...rs. 

Nos momentos de pressão eu converso entre nós (Eu, Eu mesmo e Mim), as vezes até me introduzo e apresento o "tema em debate"...rs... Mas é certo que eu preferia simplesmente fazer a Terapia do Grito que Augusto Cury propõe em seu livro (Recomendo que leiam - é fenomenal) o Vendedor de Sonhos: Simplesmente espantar a agonia sufocante de sua psiquê com um grito com todo o fôlego do peito, mas eu tenho vergonha de fazer...rs

Uma dificuldade sobreveio! Em algum momento (nem eu sei quando...rs) impus que  as decisões de minha vida deveriam ser tomadas por unanimidade entre os meus "eus".... rapaz.... você não sabe como é difícil conseguir unanimidade entre eles. Por isso tem vezes que não consigo fazer as coisas...rs... eles não entram em consenso! hahahaha.

Houve um momento que não deu mais.... eu precisei fazer uma reunião de emergência dentro da minha psiquê entre Eu, Eu Mesmo e Mim: Eles estavam me atrapalhando imensamente! Eu precisava que formassem consenso rapidamente! Não importando que custo eles teriam! Então nós três sentamos e usamos o meu corpo para digitar uma ata de reunião (sério...rs... eu tenho essa ata guardada). Lá cada um dos três expôs o seu lado e no final saímos com uma decisão e bem cientes de que apesar dessa decisão afetar parte substancial de Mim era a vontade de Eu Mesmo e com a aprovação de Eu.

As vezes nessa bagunça que sou com três eus vejo Deus me olhando lá de cima, as vezes admirado e as vezes indignado e as vezes quieto esperando nós decidirmos.... as vezes acho até Ele ri de mim quando me vê fazendo isso...rs. E sim, em geral, quando minha espiritualidade está no nível que deveria, todas as decisões desse conselho são chanceladas ou não por Deus. Entrego nas mãos Dele e vejo o que Ele me diz. O problema é que nem sempre eu consigo estar com a espiritualidade onde deveria o que me faz agir algumas decisões tomadas sem a chancela final, só com a decisão do Conselho dos Eus. 

Bom, sempre que falo sobre essas coisas pra alguém a pessoa começa a me olhar torto e da pra ler na testa dela: "Nossa eu não achava que você era tão louco", "Sério que estou ouvindo isso?". Enfim, já que estou escrevendo na internet isso pelo menos não vou ler isso na sua testa, apesar de talvez ler nos seus comentários...hahaha. Mas fazer o quê?

Mas quem foi o tal de Ravenhil que pensa exatamente a mesma maluquice que eu? Será que ele era tão maluco quanto eu? Será que acabou no hospício? rsrs

Acabei de ler nesse momento na Wikipédia quem foi... nunca tinha ouvido ou lido sobre ele....:

"Leonard Ravenhill (1907-1994) foi um escritor e evangelista cristão britânico que focalizava em assuntos como oração e avivamento. É mais conhecido por desafiar a igreja moderna e seu mais notável livro é "Por que Tarda o Pleno Avivamento?"."

Sabe gostei da leitura do perfil dele na Wikipédia, vou ver se acho mais livros escritos por ele. No final do perfil diz que na base da lápide dele está escrito: "AS COISAS PELAS QUAIS VOCÊ TEM VIVIDO VALEM A MORTE DE CRISTO?" E aí, me respondam essa pergunta, pois eu não sei responder.
Espero que essa loucura toda ajude alguém algum dia...rs

Até,

M.M

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Tudo é vaidade e aflição de espírito...



As vezes deparo-me com a brevidade do homem e com a excessiva preocupação dos problemas do dia-a-dia....No final, realmente, como disse Salomão, no Livro de Eclesiastes.

Afinal, de que aproveita o dinheiro que vem no começo do mês para que você "pague" seu mês seguinte de vida? Entram meses e saem meses e você não consegue localizar um sentido em "viver para pagar suas contas", muito menos em usar o dinheiro para obtenção de prazer. Este último o auxilia a aliviar o cansaço da vida, mas é vazio em si mesmo e desprovido de qualquer sentido prático, pois, a busca imediata por prazer é o caminho mais oposto à plenitude da felicidade!

Um amigo me lembrou há algum tempo de um conceito interessante do Ex-Presidente do Paraguai, Pepe Mujica (Quando ele me falou Mujica, logo pensei "poxa lá vem uma ideia esquerdista sobre o socialismo e sua bondade". não poderia estar mais errado).

Inventamos uma montanha de consumo supérfluo, e é preciso jogar fora e viver comprando e jogando fora. E o que estamos gastando é tempo de vida. Porque quando eu compro algo, ou você, não compramos com dinheiro, compramos com o tempo de vida que tivemos de gastar para ter esse dinheiro. Mas com esta diferença: a única coisa que não se pode comprar é a vida. A vida se gasta. E é miserável gastar a vida para perder liberdade.
Tal conceito fez sentido pra mim. Agora a questão é por qual motivo estou gastando o meu tempo atualmente? (Nesse pergunta quero saber mais sobre o tempo do que propriamente sobre o dinheiro. Pra mim "onde se gasta o dinheiro" é consequência de "onde se gasta o tempo"). Será que gasto o meu tempo com prazeres efêmeros? com objetos que não preciso? Afinal, o que preciso?

As vezes olho para terra e chego à mesma conclusão de Salomão: "Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito. Eclesiastes 1:14-14"

Isso porque nada nesse mundo pode sequer preencher um espaço reservado que há no seu/meu coração que nenhum bem no mundo pode satisfazer, senão o propósito sendo trilhado.

Fiodór Dostoiévski reconhecia disse que "existe no homem um vazio do tamanho de Deus". A mesma linha de raciocínio foi que levou C.S. Lewis do agnosticismo à cristianismo:

Se eu encontro em mim um desejo que nenhuma experiência desse mundo possa satisfazer, a explicação mais provável é que eu fui feito para um outro mundo...Se nenhum dos meus prazeres terrenos é capaz de satisfazê-lo, isso não prova que o universo é uma fraude. Provavelmente os prazeres terrenos não têm o propósito de satisfazê-lo, mas somente de despertá-lo, de sugerir a coisa real. Se for assim, tenho de tomar cuidado para, por um lado, jamais desprezar ou ser ingrato em relação a essas bênçãos terrenas, e, por outro jamais confundi-lo com outra coisa, da qual elas não passam de um tipo de cópia, ou eco, ou miragem.
Bom, a questão, então, parece ser para onde você está caminhando? Viver por viver? Viver para si próprio? Ou Viver para um propósito? Uma realização transcendente...


Todos nós desejamos o progresso, mas se você está na estrada errada, progresso significa fazer o retorno e voltar para a estrada certa; nesse caso, o homem que volta atrás primeiro é o mais progressista.                                                                                                                                  C.S. Lewis


sábado, 16 de julho de 2016

Metas, Objetivos e Propósitos na definição de Ed René Kivitz

Hoje só quero deixar aqui um trecho de um livro que muito me impactou quando o li. Eu sempre falava sobre meta, propósito e objetivo como se fossem sinônimos, mas na verdade não o são. Cada um tem sua definição própria. Vejamos um trecho do Capítulo 6 do Livro "Vivendo com Propósitos" de Ed René Kivitz. Sugiro que sente... é uma ótima leitura.



Metas, objetivos e propósitos são palavras entrelaçadas que, para a maioria das pessoas, querem dizer exatamente a mesma coisa: pontos de chegada. Os manuais de planejamento e de gestão multiplicam–se e, com eles, também cresce o número de definições possíveis para os termos. Na verdade, o mais comum é que cada autor use as palavras de acordo com sua conceituação particular: o que um chama de meta o outro chama de objetivo, e o que o outro chama de propósito, aquele um chama de meta. e assim por diante, até que ninguém se entende numa reunião porque todos estão usando as mesmas palavras, mas com sentidos diversos. Tudo porque cada um leu um manual diferente, e ninguém se preocupou em unificar a linguagem.

A coisa não poderia mesmo ser diferente. As definições do Dicionário Aurélio, por exemplo, ajudam, mas não esclarecem. Precisamos montar o quebra–cabeça dos conceitos, e o melhor que temos a fazer é redigir nosso próprio aurélio: cada um escreve o seu dicionário e, depois, no meio das conversas faz as adequações necessárias do tipo "ele está falando de objetivo, mas pra mim isso é meta, tudo bem, já entendi, vamos em frente". Fiz o meu aurélio particular e convido você a me acompanhar no raciocínio. Primeiro, vamos ao Aurélio de verdade.

 A coisa não poderia mesmo ser diferente. As definições do Dicionário Aurélio, por exemplo, ajudam, mas não esclarecem. Precisamos montar o quebra–cabeça dos conceitos, e o melhor que temos a fazer é redigir nosso próprio aurélio: cada um escreve o seu dicionário e, depois, no meio das conversas faz as adequações necessárias do tipo "ele está falando de objetivo, mas pra mim isso é meta, tudo bem, já entendi, vamos em frente". Fiz o meu aurélio particular e convido você a me acompanhar no raciocínio. Primeiro, vamos ao Aurélio de verdade.

objetivo. [De objeto + –ivo.] Adj. 1. Relativo ao objeto. 2. Prático, positivo. 3. Filos. Diz–se do que é válido para todos, e não apenas para um indivíduo. 4. Diz– se de fenômeno natural que se determina conforme os critérios científicos vigentes. ~ V. complemento –, direito –, idealismo –, novação –a,pronome – e  vertigem –a. • S. m. 5. Mat. No método interativo, o valor final para o qual convergem progressivamente os resultados das sucessivas interações. 6. Objeto.

propósito. [Do lat. propositu.] S. m. 1. Algo que se pretende fazer ou conseguir; intenção, intento, projeto. 2. Deliberação, determinação, decisão, resolução. 3. Modo sisudo; tino, prudência. 4. Relação, ligação. 5. Fim a que se visa. [Cf. prepósito.] A propósito. 1. A respeito. 2. Oportunamente, convenientemente. 3. V. por sinal. A propósito de. 1. Pelo fato de. 2. Com respeito a. De propósito. 1. Por querer; por acinte; intencionalmente, adrede. Fora de propósito. 1. Alheio ao assunto ou às circunstâncias presentes; despropositado.

finalidade. [De final + (i)dade; lat. tard. finalilale, 'desinência', 'terminação'.] S. í. 1. Fim a que se destina uma coisa; objetivo, alvo; destinação. 2. Causa final, i. e., explicação intelectual dum fenómeno pelos acontecimentos que se lhe seguem, pelo fim a que ele se destina. Finalidade externa. Filos. 1. A que tem por fim um ser diferente daquele que (total ou parcialmente) é meio de realizar esse fim. Finalidade imanente. Filos. 1. A que resulta da natureza e do desenvolvimento do próprio ser em que aparece. Finalidade interna. Filos. 1. A que tem por fim o próprio ser cujas partes são consideradas como meios. Finalidade transcendente. Filos. 1. A que se realiza em um ser pela ação que sobre ele exerce outro ser visando ao fim considerado.

Minhas definições pessoais indicam que a meta está relacionada com pontos mensuráveis de uma caminhada e dizem respeito a pontos de chegada ou a paradas para avaliação. A meta é o lugar definitivo ou intermediário aonde eu quero chegar. A meta responde à pergunta aonde? O objetivo, por sua vez, está relacionado com o que se pretende caso a meta seja alcançada. O objetivo justifica a meta. O objetivo responde à pergunta para quê? O propósito está relacionado com a motivação pela qual se busca um objetivo. O propósito é aquilo de que estou imbuído ao me mover em alguma direção. O propósito está relacionado com a finalidade, e a finalidade algo intrínseco à natureza do próprio ser, que age em direção as suas metas objetivos. O propósito é a programação interior que me coloca em movimento em certa direção. O propósito é a razão por que algo existe ou é feito. O propósito responde à pergunta porquê?

Em síntese, o propósito é algo que vem de dentro, que faz parle da minha natureza e identidade e que naturalmente me leva a buscar algumas coisas em detrimento de outras. Para alcançar essas coisas que estou buscando (objetivos), estabeleço alguns padrões de medida (metas), isto é, maneiras de saber se estou chegando aonde quero chegar. Dando asas a imaginação, podemos trilhar os caminhos de La Fontaine e imaginar que o Vento perguntou ao Fogo a razão pela qual estava derretendo a ponta do cordão, e ele respondeu que estava preocupado em não deixar o cordão desfiar, mas, no fundo, no fundo, gostava mesmo era de queimar. Derreter a ponta do cordão era a meta. Evitar que o cordão desfiasse era o objetivo. Queimar era o propósito, pois o fogo foi feito para queimar. Na moringa sobre a pia da cozinha estava a Agua, ouvindo a conversa entre o Vento e o Fogo. Naquele instante, pensou: "Também tenho uma meta: ser bebida até o final da tarde, e um objetivo: matar a sede de alguém, porque para isso existo, esse é o meu propósito: sou Água, fui feita para molhar".

Bom, era só isso mesmo...rs... Eu, quando leio essa parte, logo penso. Caramba, que lindo. É muito tenho que ler de novo. Se eu fosse você lia de novo e meditava.

Até a próxima.

M.M

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Notas sobre "O monge e o executivo"


Certo dia comprei o livro James C. Hunter intitulado "O Monge e o Exeutivo". Eu conhecia a fama do livro e sabia que era bom. O Curso de Administração/Contabilidade da Faculdade de minha região utiliza esse livro como leitura obrigatória durante o curso. Quando comecei a lê-lo entrei num tremendo frenesi de ansiedade para continuar de forma que acabei ler em cerca de dois dias. Os conceitos e paradigmas apresentados pelo livro são tão profundos e tão simples ao mesmo tempo que podem ser compreendidos inclusive por pessoas que não estejam afetas às áreas de Administração e Contabilidade. 

Quando terminei de ler esse livro, simplesmente o fechei e fiquei olhando para cima, encarando o teto de minha casa e repassando todos os conceitos apreendidos. Eram tantos! Não conseguia colocá-los em ordem, todos borbulhavam em meus pensamentos como a água que ferve em uma panela, então, decidi sentar no meu computador e fazer um resumo de todos aqueles conceitos.

Daí passei a digitar o documento que coloco abaixo...rs... não tenho pretensão de que seja um resumo, ou sequer um fichamento de transcrição, é simplesmente o compêndio resumido de idéias que pude obter do livro. Quem puder, Recomendo veementemente a leitura.

Espero que gostem.


Mero Mortal
M.M.



Notas sobre:
 HUNTER, James C. “O monge e o executivo”. Editora Sextante, 2004.

                                                                                             
“As idéias que defendo não são minhas. Eu as tomei
emprestadas de Sócrates, roubei-as de Chesterfield, fartei-as de
Jesus. E se você não gostar das idéias deles, quais seriam as idéias
que você usaria?DALE CARNEGIE”



“Estar no poder é como ser uma dama. Se tiver que lembrar às pessoas
 que você é, você não é”. Margaret Thatcher




“... exercer influência sobre os outros, que é a verdadeira liderança, está disponível para todos, mas requer uma enorme doação pessoal”.

“Você gerencia coisas e lidera pessoas”



• Definição de liderança:

“Liderança é a habilidade de influenciar as pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum”.



• Como chegar a obter influência?
PODER X AUTORIDADE
           
“Poder: É a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa da posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não fazer”.

“Autoridade: A Habilidade de levar pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influência pessoal”.


Poder = Faculdade   /    Autoridade = Conjunto de habilidades especiais


“Não é preciso necessariamente estar no poder para ter autoridade, pois você pode ter poder e faltar autoridade; também pode ter autoridade sem ter/estar no poder”.

“O poder pode ser dado, tomado, vendido e comprado; a autoridade não poder ser vendida, comprada, tomada ou dada. Uma vez que ela diz respeito a quem você é como pessoa, ao seu caráter”.


O poder traz seus proveitos, mas “com o passar do tempo ele se torna muito danoso para os relacionamentos, trazendo a rebelião à tona”.


“Nesse tipo de organização, acima, todos estão olhando para cima”, pro chefe.


“Eles tentariam agradar o chefe, não o cliente, não estão olhando pra baixo”


O cliente deve estar feliz, disso depende a empresa.


“Vamos imaginar uma organização cujo foco principal fosse servir ao cliente. Imagine, como mostra a pirâmide, uma organização onde os empregados na linha de frente estivessem servindo aos clientes e garantindo que suas verdadeiras necessidades estivessem sendo satisfeitas. E suponha também que o supervisor da linha de frente começasse a ver seus empregados como clientes e se dedicasse a identificar e preencher suas necessidades. E assim por diante, pela pirâmide abaixo.” Seria então estabelecido um novo paradigma, após a mudança de postura, o qual mostraria que “o papel do líder não é impor regras e dar ordem a camada seguinte, e sim servi-la. O melhor tipo de liderança vem ao servir”.
           
“Líder é alguém que identifica e satisfaz as necessidades legítimas de seus liderados e remove todas as barreiras para que possam servir ao cliente. De novo, para liderar, você deve servir”.

Lembra-se: Há muita diferença entra satisfazer necessidades e satisfazer vontades.

(Escravo X Servidor)

Devemos satisfazer necessidades e não vontades.


“O maior líder de todos os tempos foi Jesus Cristo”. O modelo de liderança abaixo é copiado de Jesus, segundo Simeão.







Repare que o modelo proposto acima não cita poder, e sim, autoridade. Vale ressaltar também que o amor supracitado é o ágape, palavra que não tem relação direta a sentimento e sim a maneira de agir, ao comportamento. “O amor é o que o amor faz.”

Você pode até aproveitar-se do fato de ocupar um lugar de poder, mas assim estará “comprometendo os relacionamentos, o que dificultará o exercício e a aceitação de sua influência”.

• Quanto a vontade, é definida da seguinte maneira:

“INTENÇÕES + AÇÕES = VONTADE”
“INTENÇÕES – AÇÕES = NADA”

• COMPARAÇÃO ENTRE ATRIBUTOS NECESSÁRIOS PARA LIDERANÇA (DEFINIDOS PELO SENSO COMUM) E OS ATRIBUTOS DO AMOR AGAPÉ (2CO.13)



• DEFINIÇÕES PARA FINS ELUCIDATIVOS


                    




“O bom é que quando estamos comprometidos com o amor a Deus e aos outros, e continuamos a investir nesse sentido, comportamentos positivos acabarão produzindo sentimentos positivos, algo que os sociólogos chamam Práxis”.


“Homens e mulheres desejam fazer um bom trabalho. Se lhes for dado o ambiente adequado, eles o farão”.Bill Hewlett

“A metáfora da conta relacional nos ensina a importância de manter saudável o equilíbrio dos relacionamentos com as pessoas importantes de nossas vidas, inclusive as que lideramos. Em palavras simples, quando conhecemos uma pessoa, o saldo da conta de relacionamento com ela é neutro, porque vamos iniciar um conhecimento. À medida que o relacionamento amadurece, porém, fazemos depósitos e retiradas nessas contas imaginárias, baseado na forma como nos comportamos. Por exemplo, fazemos depósitos nessas contas sendo respeitáveis e honestos, dando as pessoas consideração e reconhecimento, mantendo a nossa palavra e sendo bons ouvintes, não falando de outra pessoa pelas costas, usando a simples cortesia de um olá, desculpe, por favor, obrigado, etc. Fazemos retiradas, sendo agressivos, descorteses, quebrando promessas e compromissos, apunhalando os outros pelas costas, sendo maus ouvintes cheios de empáfia, arrogância, etc. [...] Essa idéia da conta relacional também ilustra por que devemos elogiar as pessoas em público e nunca puni-las em público [...] Quando punimos uma pessoa publicamente, é óbvio que a envergonhamos na frente de seus amigos, o que é uma enorme retirada de nossa conta com essa pessoa. Mas, além disso, quando humilhamos alguém em público, também fazemos uma retirada da nossa própria conta relacional com todos aqueles que presenciam”.

“Porque chicotadas em público são constrangedoras e horríveis de presenciar, e as pessoas se perguntam: “quando será a minha vez?”Neste sentido, uma das formas mais eficientes de fazer retiradas relacionais é punir alguém publicamente [...] para cada retirada que você fez em sua conta com uma pessoa são necessários quatro depósitos para voltar a ficar igual”

• Práxis

“O pensamento tradicional nos ensina que os pensamentos e os sentimentos dirigem nosso comportamento, e, claro, sabemos que isso é verdade [...] A práxis ensina que o oposto também é verdadeiro. Nosso comportamento também influencia nossos pensamentos e nossos sentimentos. Quando nos comprometemos a concentrar atenção, tempo, esforço e outros recursos em alguém ou algo durante um certo tempo, começamos a desenvolver sentimentos pelo objeto de nossa atenção, ou, em outras palavras, nos tornamos ‘ligados’ a ele. [...]  A práxis também ensina que, se não gostarmos de uma pessoa e a destratarmos, vamos odiá-la mais ainda [...] Se me comprometo a amar uma pessoa e a me doar a quem sirvo, e sintonizo minhas ações e comportamentos com esse compromisso, com o tempo passarei a ter sentimentos positivos em relação a essa pessoa.”

“Há apenas duas coisas na vida que vocês têm que fazer. Vocês têm que morrer e fazer escolhas”.


• Disciplina

“Disciplina tem como objetivo ensinar-nos a fazer o que não é natural”.

                        Há quatro estágios disciplinares para o aprendizado de novos hábitos ou habilidades.
                       
1 – Inconsciente e sem habilidade
2 – Consciente e sem habilidade
3 – Consciente e habilidoso
4 – Inconsciente e habilidoso


“Pensamentos tornam-se ações, ações tornam-se hábitos, hábitos tornam-se caráter, e nosso caráter torna-se nosso destino”.

                        “Uma jornada de duzentos quilômetros começa com um simples passo”. Provérbio Chinês




-x-

Espero que tome coragem de iniciar sua caminhada.

sábado, 25 de junho de 2016

E a Felicidade? Onde está? Aliás, ela está?


Uma questão interessantíssima para mim é aquela sobre a Felicidade: onde ela está?

Esse tema além de vasto tem vários escritos e vários "métodos" (pretensamente) infalíveis. Basta observamos a infinidade de livros de "auto-ajuda" - que nos prometem que para sermos felizes basta seguirmos os passos x, y e z, pois, estes seriam infalíveis - para que vejamos a importância que o seu humano dá para o encontro com a Felicidade. 

Bom, nunca fui muito fã de livros de auto-ajuda. Eu até os lia e guardava comigo o que era bom, mas eu sabia que a felicidade não poderia ser resumida em passos, que ela não poderia ser contida como fórmula mágica dentro de páginas. A felicidade é um conceito aberto, abstrato. 

Na minha busca do conceito de felicidade encontrei dentre minhas leituras uma narrativa que me impactou sobremaneira nos escritos de Ed René Kivitz, especificamente em seu livro: "Vivendo com Propósitos - A resposta Cristã para o sentido". Não sei vocês, mas eu SEMPRE pensava comigo "vou ser feliz quando conseguir isso, quando chegar em tal cargo, quando ganhar tal salário, quando, quando....". Esta leitura nos propõe justamente o contrário. Destaco abaixo uma parte que muito gostei.
Três Equívocos a Respeito da Felicidade
"Há gente que pensa que a felicidade tem fórmula, que não pode acontecer sem determinados pré-requisitos cumpridos. Mas a verdade é que certas coisas que muita gente acha que tornam a vida melhor - tais como dinheiro, beleza ou projeção social - não parecem ter importância como fator determinante da felicidade. Estudos realizados mostraram que as pessoas ficam felizes logo após um aumento de salário, mas que não há relação entre salário e felicidade definitiva. Não importa quão animado seja o dia da formatura, a educação não faz a vida mais feliz. Da mesma forma, avanços na vida social não têm efeitos profundos sobre a felicidade, pois a felicidade não está relacionada às circunstâncias imediatas da vida. Oscar Wilde tinha certa razao quando afirmou que "neste mundo só há duas tragédias - uma é não conseguir o que se quer, a outra é conseguir". De fato, nunca estamos satisfeitos, pois, tão logo conquistamos um desejo, somos invadidos pela sensação de "não era bem isso o que eu queria".                                Outro equívoco muito comum a respeito da felicidade é a expectativa de viver num estado de espírito de alegria perene. O sentir-se bem não é permanente, nem poderia ser, pois o resultado seria uma complacência prazerosa. "A natureza utiliza a dor e o prazer como um bastão para nos guiar", diz o psicólogo David Lykken. Há quem diga, e com certa dose de razão, que a insatisfação é a mãe do progresso, pois a engenhosidade humana é resultado da busca constante de mais conforto e de menos sofrimento. Por essa razão, um povo feliz pode se tornar um povo inerte, acomodado em um prazer que anestesia e que paralisa.                                                                                                        Um terceiro equívoco a respeito da felicidade é a crença no destina aleatório, como se algumas pessoas tivessem nascido para ser felizes e outras não. Na verdade a felicidade não chega por acaso, desrespeitando a autonomia da pessoa que a experimenta. Isso significa que não estamos ao sabor das alterações de humor, como se elas não dependessem da maneira como vivemos. Somos responsáveis pela qualidade da vida que temos. Let it be nunca foi uma filosofia eficaz." (p.12-13)
 Eu me deparei com esse trecho da leitura e pensei "CARAMBA, é isso mesmo...rs". Então, o livro se aprofunda da seguinte forma:

O grande desafio que enfrentamos na correria do dia-a-dia diz respeito à capacidade de administrar os estados de espírito com que atravessamos nossa rotina diária e desfrutamos as experiências simples que compõe a teia do que chamamos vida. Aprendi que a vida não consiste em poucos grandes momentos, mas sim milhares de pequenos momentos aos quais emprestamos significado. Casamos uma vez, e devemos viver casados para sempre. Graduamo-nos academicamente algumas vezes, mas devemos exercer nossas competências todo dia, numa rotina que chamamos trabalho. Olhamos o vidro do berçário umas poucas vezes em busca dos nossos recém-nascidos, mas devemos contemplar suas faces cheias de expectativas todas as manhãs e jamais deixar que se deitem sem o nosso afago (e quando eles saem do ninho, que falta sentimos!). Enfim, é mesmo verdade que a felicidade não depende tanto, por exemplo de dias como o do casamento, o da formatura e o da festa na maternidade, mas sim do romance que se aprofunda, do trabalho que se realiza e da vida em família num ambiente de afeto e de possibilidades. É justamente nessa teia de atividades rotineiras que somos desafiados a experimentar a felicidade. No contexto desses milhares de pequenos momentos é que somos desafiados a cultivar um estado de espirito satisfatório, próprio de quem aprende a saborear o amor aos pedaços.

Em uma parte seguinte do livro chegamos a um conceito profundo que me fez muitíssimo sentido: "Se a vida feliz não é composta somente de poucos grandes momentos, mas sim de muitos pequenos momentos ao qual você empresta significado, então, a felicidade não é aonde se chega, mas como se vai."

Então, hoje é só isso mesmo. Eu queria mostrar o quão bonito é esse conceito de felicidade. Aprenda a lidar com todas as situações que lhe foram impostas, aprenda a administrar seu estado de espírito independente de qualquer situação e então você começará a ir na direção certa. Ir pra onde? Você eu não sei...rs... mas eu já tenho algumas metas, alguns objetivos e um propósito. Cada um tem o seu. Assim que definir, simplesmente vá. Não se esqueça que a felicidade é como se vai. Empreste significado a todos os pequenos momentos da sua vida e você verá uma grande mudança!

Mero Mortal 
M.M.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

O tempo não existe.

Há algum tempo me deparei com um pensamento perturbador (pelo menos à priori), pois, eu não tinha resposta: O que é O Tempo?

Pensei comigo: "O tempo é o tempo, ora. É só olhar para o meu relógio que vejo o que é o tempo". Logo constatei que o tempo não está atrelado ao passar do relógio, pois, o parar o relógio nem sequer atrapalha o passar do tempo. O tempo seria, então, uma sucessão de dias e noites? O dançar dos luminares ao redor do planeta terra? O passar do brilho do sol? Da mesma forma não. Em países como na Finlândia onde praticamente há seis meses de "dia-eterno" e seis meses de "noite-eterna" o tempo continua a passar. Mesmo que uma enorme nuvem negra cubra o céu durante dias seguidos o tempo não vai se enfraquecer nem um pouco. Vai continuar sendo tempo e vai continuar passando. 

Se você parar pra pensar logo deduz que o tempo NÃO É. Na verdade o que "É" é a metrificação dele. Aliás, a nossa perspectiva da metrificação dele, pois, a perspectiva humana é limitada não abarcando toda a multifocalidade de uma realidade presente. Portanto, o que chamamos de tempo nada mais é do que a metrificação de algo que "não é".

Nesse sentido, pensei que a única razão de ser, o único motivo para a metrificação de algo que "não é", é a vã tentativa de controle/previsão de atos/fatos futuros. O ser humano busca sempre ter algum tipo de controle sobre sua existência para poder satisfazer (há quem diga enganar) a si mesmo com a satisfação da vontade pelo exercício da liberdade. (Na minha opinião a mera satisfação volitiva de intenção e querer do ser humano não constitui liberdade, mas, pelo contrário, escravidão à sua própria ignorância. Mas isso é papo pra outro dia...rs)

Então, cheguei no conceito de que a metrificação do tempo nada mais é do que a unidade de medida da depreciação da matéria biológica, pois, o único jeito de se perceber que o tempo passa é através da depreciação da matéria biológica, do desgaste do mundo visível, não há nenhuma outra maneira. O interessante é que a depreciação da matéria biológica é algo tão subjetivo que eu mesmo posso me questionar como medir essa depreciação e me questionar "Então, se o cego não vê a depreciação da matéria biológica o tempo não passa pra ele"...rs... Não, não há meios absolutos para se medir a depreciação da matéria biológica, entretanto, é pleno e incontestável que ela se deprecia e, por isso, as pessoas envelhecem, as construções ruem, a planta míngua, etc. Independentemente de haver a constatação dessa depreciação através dos limitados sentidos humanos, a certeza que temos é que ela ocorrerá, pois, a morte é o único "ponto de encontro" onde todos passaram/passam/passarão. (O que você vai fazer depois que isso acontecer é outra conversa, pra outro dia...rs)

A limitação da depreciação da matéria biológica é a morte, então, aproveite a esta metrificação do que "não é" e a utilize para sua finalidade precípua, planejar rotinas, esquadrinhar planos, etc. Só não esqueça de definir (e por em prática) corretamente as suas metas, seus objetivos e o seu propósito. 

Depois nos vemos mais. Acho que vou escrever mais vezes...rs... perdoem meus erros de português.

Sugiro que vejam esse vídeo do Blog Sapientia In Vita sobre o tempo e sua definição segundo Stº Agostinho e C.S. Lewis. Eu gostei bastante. (https://sapientiainvita.wordpress.com/2015/09/02/o-tempo-em-agostinho-e-a-relacao-entre-c-s-lewis/)

Mero Mortal
M.M.