Esse tema além de vasto tem vários escritos e vários "métodos" (pretensamente) infalíveis. Basta observamos a infinidade de livros de "auto-ajuda" - que nos prometem que para sermos felizes basta seguirmos os passos x, y e z, pois, estes seriam infalíveis - para que vejamos a importância que o seu humano dá para o encontro com a Felicidade.
Bom, nunca fui muito fã de livros de auto-ajuda. Eu até os lia e guardava comigo o que era bom, mas eu sabia que a felicidade não poderia ser resumida em passos, que ela não poderia ser contida como fórmula mágica dentro de páginas. A felicidade é um conceito aberto, abstrato.
Na minha busca do conceito de felicidade encontrei dentre minhas leituras uma narrativa que me impactou sobremaneira nos escritos de Ed René Kivitz, especificamente em seu livro: "Vivendo com Propósitos - A resposta Cristã para o sentido". Não sei vocês, mas eu SEMPRE pensava comigo "vou ser feliz quando conseguir isso, quando chegar em tal cargo, quando ganhar tal salário, quando, quando....". Esta leitura nos propõe justamente o contrário. Destaco abaixo uma parte que muito gostei.
Três Equívocos a Respeito da Felicidade
"Há gente que pensa que a felicidade tem fórmula, que não pode acontecer sem determinados pré-requisitos cumpridos. Mas a verdade é que certas coisas que muita gente acha que tornam a vida melhor - tais como dinheiro, beleza ou projeção social - não parecem ter importância como fator determinante da felicidade. Estudos realizados mostraram que as pessoas ficam felizes logo após um aumento de salário, mas que não há relação entre salário e felicidade definitiva. Não importa quão animado seja o dia da formatura, a educação não faz a vida mais feliz. Da mesma forma, avanços na vida social não têm efeitos profundos sobre a felicidade, pois a felicidade não está relacionada às circunstâncias imediatas da vida. Oscar Wilde tinha certa razao quando afirmou que "neste mundo só há duas tragédias - uma é não conseguir o que se quer, a outra é conseguir". De fato, nunca estamos satisfeitos, pois, tão logo conquistamos um desejo, somos invadidos pela sensação de "não era bem isso o que eu queria". Outro equívoco muito comum a respeito da felicidade é a expectativa de viver num estado de espírito de alegria perene. O sentir-se bem não é permanente, nem poderia ser, pois o resultado seria uma complacência prazerosa. "A natureza utiliza a dor e o prazer como um bastão para nos guiar", diz o psicólogo David Lykken. Há quem diga, e com certa dose de razão, que a insatisfação é a mãe do progresso, pois a engenhosidade humana é resultado da busca constante de mais conforto e de menos sofrimento. Por essa razão, um povo feliz pode se tornar um povo inerte, acomodado em um prazer que anestesia e que paralisa. Um terceiro equívoco a respeito da felicidade é a crença no destina aleatório, como se algumas pessoas tivessem nascido para ser felizes e outras não. Na verdade a felicidade não chega por acaso, desrespeitando a autonomia da pessoa que a experimenta. Isso significa que não estamos ao sabor das alterações de humor, como se elas não dependessem da maneira como vivemos. Somos responsáveis pela qualidade da vida que temos. Let it be nunca foi uma filosofia eficaz." (p.12-13)
Eu me deparei com esse trecho da leitura e pensei "CARAMBA, é isso mesmo...rs". Então, o livro se aprofunda da seguinte forma:
O grande desafio que enfrentamos na correria do dia-a-dia diz respeito à capacidade de administrar os estados de espírito com que atravessamos nossa rotina diária e desfrutamos as experiências simples que compõe a teia do que chamamos vida. Aprendi que a vida não consiste em poucos grandes momentos, mas sim milhares de pequenos momentos aos quais emprestamos significado. Casamos uma vez, e devemos viver casados para sempre. Graduamo-nos academicamente algumas vezes, mas devemos exercer nossas competências todo dia, numa rotina que chamamos trabalho. Olhamos o vidro do berçário umas poucas vezes em busca dos nossos recém-nascidos, mas devemos contemplar suas faces cheias de expectativas todas as manhãs e jamais deixar que se deitem sem o nosso afago (e quando eles saem do ninho, que falta sentimos!). Enfim, é mesmo verdade que a felicidade não depende tanto, por exemplo de dias como o do casamento, o da formatura e o da festa na maternidade, mas sim do romance que se aprofunda, do trabalho que se realiza e da vida em família num ambiente de afeto e de possibilidades. É justamente nessa teia de atividades rotineiras que somos desafiados a experimentar a felicidade. No contexto desses milhares de pequenos momentos é que somos desafiados a cultivar um estado de espirito satisfatório, próprio de quem aprende a saborear o amor aos pedaços.
Em uma parte seguinte do livro chegamos a um conceito profundo que me fez muitíssimo sentido: "Se a vida feliz não é composta somente de poucos grandes momentos, mas sim de muitos pequenos momentos ao qual você empresta significado, então, a felicidade não é aonde se chega, mas como se vai."
Então, hoje é só isso mesmo. Eu queria mostrar o quão bonito é esse conceito de felicidade. Aprenda a lidar com todas as situações que lhe foram impostas, aprenda a administrar seu estado de espírito independente de qualquer situação e então você começará a ir na direção certa. Ir pra onde? Você eu não sei...rs... mas eu já tenho algumas metas, alguns objetivos e um propósito. Cada um tem o seu. Assim que definir, simplesmente vá. Não se esqueça que a felicidade é como se vai. Empreste significado a todos os pequenos momentos da sua vida e você verá uma grande mudança!
Mero Mortal
M.M.

Você, filho, faz parte da minha felicidade.
ResponderExcluirVocê, filho, faz parte da minha felicidade.
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