segunda-feira, 27 de junho de 2016

Notas sobre "O monge e o executivo"


Certo dia comprei o livro James C. Hunter intitulado "O Monge e o Exeutivo". Eu conhecia a fama do livro e sabia que era bom. O Curso de Administração/Contabilidade da Faculdade de minha região utiliza esse livro como leitura obrigatória durante o curso. Quando comecei a lê-lo entrei num tremendo frenesi de ansiedade para continuar de forma que acabei ler em cerca de dois dias. Os conceitos e paradigmas apresentados pelo livro são tão profundos e tão simples ao mesmo tempo que podem ser compreendidos inclusive por pessoas que não estejam afetas às áreas de Administração e Contabilidade. 

Quando terminei de ler esse livro, simplesmente o fechei e fiquei olhando para cima, encarando o teto de minha casa e repassando todos os conceitos apreendidos. Eram tantos! Não conseguia colocá-los em ordem, todos borbulhavam em meus pensamentos como a água que ferve em uma panela, então, decidi sentar no meu computador e fazer um resumo de todos aqueles conceitos.

Daí passei a digitar o documento que coloco abaixo...rs... não tenho pretensão de que seja um resumo, ou sequer um fichamento de transcrição, é simplesmente o compêndio resumido de idéias que pude obter do livro. Quem puder, Recomendo veementemente a leitura.

Espero que gostem.


Mero Mortal
M.M.



Notas sobre:
 HUNTER, James C. “O monge e o executivo”. Editora Sextante, 2004.

                                                                                             
“As idéias que defendo não são minhas. Eu as tomei
emprestadas de Sócrates, roubei-as de Chesterfield, fartei-as de
Jesus. E se você não gostar das idéias deles, quais seriam as idéias
que você usaria?DALE CARNEGIE”



“Estar no poder é como ser uma dama. Se tiver que lembrar às pessoas
 que você é, você não é”. Margaret Thatcher




“... exercer influência sobre os outros, que é a verdadeira liderança, está disponível para todos, mas requer uma enorme doação pessoal”.

“Você gerencia coisas e lidera pessoas”



• Definição de liderança:

“Liderança é a habilidade de influenciar as pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum”.



• Como chegar a obter influência?
PODER X AUTORIDADE
           
“Poder: É a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa da posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não fazer”.

“Autoridade: A Habilidade de levar pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influência pessoal”.


Poder = Faculdade   /    Autoridade = Conjunto de habilidades especiais


“Não é preciso necessariamente estar no poder para ter autoridade, pois você pode ter poder e faltar autoridade; também pode ter autoridade sem ter/estar no poder”.

“O poder pode ser dado, tomado, vendido e comprado; a autoridade não poder ser vendida, comprada, tomada ou dada. Uma vez que ela diz respeito a quem você é como pessoa, ao seu caráter”.


O poder traz seus proveitos, mas “com o passar do tempo ele se torna muito danoso para os relacionamentos, trazendo a rebelião à tona”.


“Nesse tipo de organização, acima, todos estão olhando para cima”, pro chefe.


“Eles tentariam agradar o chefe, não o cliente, não estão olhando pra baixo”


O cliente deve estar feliz, disso depende a empresa.


“Vamos imaginar uma organização cujo foco principal fosse servir ao cliente. Imagine, como mostra a pirâmide, uma organização onde os empregados na linha de frente estivessem servindo aos clientes e garantindo que suas verdadeiras necessidades estivessem sendo satisfeitas. E suponha também que o supervisor da linha de frente começasse a ver seus empregados como clientes e se dedicasse a identificar e preencher suas necessidades. E assim por diante, pela pirâmide abaixo.” Seria então estabelecido um novo paradigma, após a mudança de postura, o qual mostraria que “o papel do líder não é impor regras e dar ordem a camada seguinte, e sim servi-la. O melhor tipo de liderança vem ao servir”.
           
“Líder é alguém que identifica e satisfaz as necessidades legítimas de seus liderados e remove todas as barreiras para que possam servir ao cliente. De novo, para liderar, você deve servir”.

Lembra-se: Há muita diferença entra satisfazer necessidades e satisfazer vontades.

(Escravo X Servidor)

Devemos satisfazer necessidades e não vontades.


“O maior líder de todos os tempos foi Jesus Cristo”. O modelo de liderança abaixo é copiado de Jesus, segundo Simeão.







Repare que o modelo proposto acima não cita poder, e sim, autoridade. Vale ressaltar também que o amor supracitado é o ágape, palavra que não tem relação direta a sentimento e sim a maneira de agir, ao comportamento. “O amor é o que o amor faz.”

Você pode até aproveitar-se do fato de ocupar um lugar de poder, mas assim estará “comprometendo os relacionamentos, o que dificultará o exercício e a aceitação de sua influência”.

• Quanto a vontade, é definida da seguinte maneira:

“INTENÇÕES + AÇÕES = VONTADE”
“INTENÇÕES – AÇÕES = NADA”

• COMPARAÇÃO ENTRE ATRIBUTOS NECESSÁRIOS PARA LIDERANÇA (DEFINIDOS PELO SENSO COMUM) E OS ATRIBUTOS DO AMOR AGAPÉ (2CO.13)



• DEFINIÇÕES PARA FINS ELUCIDATIVOS


                    




“O bom é que quando estamos comprometidos com o amor a Deus e aos outros, e continuamos a investir nesse sentido, comportamentos positivos acabarão produzindo sentimentos positivos, algo que os sociólogos chamam Práxis”.


“Homens e mulheres desejam fazer um bom trabalho. Se lhes for dado o ambiente adequado, eles o farão”.Bill Hewlett

“A metáfora da conta relacional nos ensina a importância de manter saudável o equilíbrio dos relacionamentos com as pessoas importantes de nossas vidas, inclusive as que lideramos. Em palavras simples, quando conhecemos uma pessoa, o saldo da conta de relacionamento com ela é neutro, porque vamos iniciar um conhecimento. À medida que o relacionamento amadurece, porém, fazemos depósitos e retiradas nessas contas imaginárias, baseado na forma como nos comportamos. Por exemplo, fazemos depósitos nessas contas sendo respeitáveis e honestos, dando as pessoas consideração e reconhecimento, mantendo a nossa palavra e sendo bons ouvintes, não falando de outra pessoa pelas costas, usando a simples cortesia de um olá, desculpe, por favor, obrigado, etc. Fazemos retiradas, sendo agressivos, descorteses, quebrando promessas e compromissos, apunhalando os outros pelas costas, sendo maus ouvintes cheios de empáfia, arrogância, etc. [...] Essa idéia da conta relacional também ilustra por que devemos elogiar as pessoas em público e nunca puni-las em público [...] Quando punimos uma pessoa publicamente, é óbvio que a envergonhamos na frente de seus amigos, o que é uma enorme retirada de nossa conta com essa pessoa. Mas, além disso, quando humilhamos alguém em público, também fazemos uma retirada da nossa própria conta relacional com todos aqueles que presenciam”.

“Porque chicotadas em público são constrangedoras e horríveis de presenciar, e as pessoas se perguntam: “quando será a minha vez?”Neste sentido, uma das formas mais eficientes de fazer retiradas relacionais é punir alguém publicamente [...] para cada retirada que você fez em sua conta com uma pessoa são necessários quatro depósitos para voltar a ficar igual”

• Práxis

“O pensamento tradicional nos ensina que os pensamentos e os sentimentos dirigem nosso comportamento, e, claro, sabemos que isso é verdade [...] A práxis ensina que o oposto também é verdadeiro. Nosso comportamento também influencia nossos pensamentos e nossos sentimentos. Quando nos comprometemos a concentrar atenção, tempo, esforço e outros recursos em alguém ou algo durante um certo tempo, começamos a desenvolver sentimentos pelo objeto de nossa atenção, ou, em outras palavras, nos tornamos ‘ligados’ a ele. [...]  A práxis também ensina que, se não gostarmos de uma pessoa e a destratarmos, vamos odiá-la mais ainda [...] Se me comprometo a amar uma pessoa e a me doar a quem sirvo, e sintonizo minhas ações e comportamentos com esse compromisso, com o tempo passarei a ter sentimentos positivos em relação a essa pessoa.”

“Há apenas duas coisas na vida que vocês têm que fazer. Vocês têm que morrer e fazer escolhas”.


• Disciplina

“Disciplina tem como objetivo ensinar-nos a fazer o que não é natural”.

                        Há quatro estágios disciplinares para o aprendizado de novos hábitos ou habilidades.
                       
1 – Inconsciente e sem habilidade
2 – Consciente e sem habilidade
3 – Consciente e habilidoso
4 – Inconsciente e habilidoso


“Pensamentos tornam-se ações, ações tornam-se hábitos, hábitos tornam-se caráter, e nosso caráter torna-se nosso destino”.

                        “Uma jornada de duzentos quilômetros começa com um simples passo”. Provérbio Chinês




-x-

Espero que tome coragem de iniciar sua caminhada.

sábado, 25 de junho de 2016

E a Felicidade? Onde está? Aliás, ela está?


Uma questão interessantíssima para mim é aquela sobre a Felicidade: onde ela está?

Esse tema além de vasto tem vários escritos e vários "métodos" (pretensamente) infalíveis. Basta observamos a infinidade de livros de "auto-ajuda" - que nos prometem que para sermos felizes basta seguirmos os passos x, y e z, pois, estes seriam infalíveis - para que vejamos a importância que o seu humano dá para o encontro com a Felicidade. 

Bom, nunca fui muito fã de livros de auto-ajuda. Eu até os lia e guardava comigo o que era bom, mas eu sabia que a felicidade não poderia ser resumida em passos, que ela não poderia ser contida como fórmula mágica dentro de páginas. A felicidade é um conceito aberto, abstrato. 

Na minha busca do conceito de felicidade encontrei dentre minhas leituras uma narrativa que me impactou sobremaneira nos escritos de Ed René Kivitz, especificamente em seu livro: "Vivendo com Propósitos - A resposta Cristã para o sentido". Não sei vocês, mas eu SEMPRE pensava comigo "vou ser feliz quando conseguir isso, quando chegar em tal cargo, quando ganhar tal salário, quando, quando....". Esta leitura nos propõe justamente o contrário. Destaco abaixo uma parte que muito gostei.
Três Equívocos a Respeito da Felicidade
"Há gente que pensa que a felicidade tem fórmula, que não pode acontecer sem determinados pré-requisitos cumpridos. Mas a verdade é que certas coisas que muita gente acha que tornam a vida melhor - tais como dinheiro, beleza ou projeção social - não parecem ter importância como fator determinante da felicidade. Estudos realizados mostraram que as pessoas ficam felizes logo após um aumento de salário, mas que não há relação entre salário e felicidade definitiva. Não importa quão animado seja o dia da formatura, a educação não faz a vida mais feliz. Da mesma forma, avanços na vida social não têm efeitos profundos sobre a felicidade, pois a felicidade não está relacionada às circunstâncias imediatas da vida. Oscar Wilde tinha certa razao quando afirmou que "neste mundo só há duas tragédias - uma é não conseguir o que se quer, a outra é conseguir". De fato, nunca estamos satisfeitos, pois, tão logo conquistamos um desejo, somos invadidos pela sensação de "não era bem isso o que eu queria".                                Outro equívoco muito comum a respeito da felicidade é a expectativa de viver num estado de espírito de alegria perene. O sentir-se bem não é permanente, nem poderia ser, pois o resultado seria uma complacência prazerosa. "A natureza utiliza a dor e o prazer como um bastão para nos guiar", diz o psicólogo David Lykken. Há quem diga, e com certa dose de razão, que a insatisfação é a mãe do progresso, pois a engenhosidade humana é resultado da busca constante de mais conforto e de menos sofrimento. Por essa razão, um povo feliz pode se tornar um povo inerte, acomodado em um prazer que anestesia e que paralisa.                                                                                                        Um terceiro equívoco a respeito da felicidade é a crença no destina aleatório, como se algumas pessoas tivessem nascido para ser felizes e outras não. Na verdade a felicidade não chega por acaso, desrespeitando a autonomia da pessoa que a experimenta. Isso significa que não estamos ao sabor das alterações de humor, como se elas não dependessem da maneira como vivemos. Somos responsáveis pela qualidade da vida que temos. Let it be nunca foi uma filosofia eficaz." (p.12-13)
 Eu me deparei com esse trecho da leitura e pensei "CARAMBA, é isso mesmo...rs". Então, o livro se aprofunda da seguinte forma:

O grande desafio que enfrentamos na correria do dia-a-dia diz respeito à capacidade de administrar os estados de espírito com que atravessamos nossa rotina diária e desfrutamos as experiências simples que compõe a teia do que chamamos vida. Aprendi que a vida não consiste em poucos grandes momentos, mas sim milhares de pequenos momentos aos quais emprestamos significado. Casamos uma vez, e devemos viver casados para sempre. Graduamo-nos academicamente algumas vezes, mas devemos exercer nossas competências todo dia, numa rotina que chamamos trabalho. Olhamos o vidro do berçário umas poucas vezes em busca dos nossos recém-nascidos, mas devemos contemplar suas faces cheias de expectativas todas as manhãs e jamais deixar que se deitem sem o nosso afago (e quando eles saem do ninho, que falta sentimos!). Enfim, é mesmo verdade que a felicidade não depende tanto, por exemplo de dias como o do casamento, o da formatura e o da festa na maternidade, mas sim do romance que se aprofunda, do trabalho que se realiza e da vida em família num ambiente de afeto e de possibilidades. É justamente nessa teia de atividades rotineiras que somos desafiados a experimentar a felicidade. No contexto desses milhares de pequenos momentos é que somos desafiados a cultivar um estado de espirito satisfatório, próprio de quem aprende a saborear o amor aos pedaços.

Em uma parte seguinte do livro chegamos a um conceito profundo que me fez muitíssimo sentido: "Se a vida feliz não é composta somente de poucos grandes momentos, mas sim de muitos pequenos momentos ao qual você empresta significado, então, a felicidade não é aonde se chega, mas como se vai."

Então, hoje é só isso mesmo. Eu queria mostrar o quão bonito é esse conceito de felicidade. Aprenda a lidar com todas as situações que lhe foram impostas, aprenda a administrar seu estado de espírito independente de qualquer situação e então você começará a ir na direção certa. Ir pra onde? Você eu não sei...rs... mas eu já tenho algumas metas, alguns objetivos e um propósito. Cada um tem o seu. Assim que definir, simplesmente vá. Não se esqueça que a felicidade é como se vai. Empreste significado a todos os pequenos momentos da sua vida e você verá uma grande mudança!

Mero Mortal 
M.M.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

O tempo não existe.

Há algum tempo me deparei com um pensamento perturbador (pelo menos à priori), pois, eu não tinha resposta: O que é O Tempo?

Pensei comigo: "O tempo é o tempo, ora. É só olhar para o meu relógio que vejo o que é o tempo". Logo constatei que o tempo não está atrelado ao passar do relógio, pois, o parar o relógio nem sequer atrapalha o passar do tempo. O tempo seria, então, uma sucessão de dias e noites? O dançar dos luminares ao redor do planeta terra? O passar do brilho do sol? Da mesma forma não. Em países como na Finlândia onde praticamente há seis meses de "dia-eterno" e seis meses de "noite-eterna" o tempo continua a passar. Mesmo que uma enorme nuvem negra cubra o céu durante dias seguidos o tempo não vai se enfraquecer nem um pouco. Vai continuar sendo tempo e vai continuar passando. 

Se você parar pra pensar logo deduz que o tempo NÃO É. Na verdade o que "É" é a metrificação dele. Aliás, a nossa perspectiva da metrificação dele, pois, a perspectiva humana é limitada não abarcando toda a multifocalidade de uma realidade presente. Portanto, o que chamamos de tempo nada mais é do que a metrificação de algo que "não é".

Nesse sentido, pensei que a única razão de ser, o único motivo para a metrificação de algo que "não é", é a vã tentativa de controle/previsão de atos/fatos futuros. O ser humano busca sempre ter algum tipo de controle sobre sua existência para poder satisfazer (há quem diga enganar) a si mesmo com a satisfação da vontade pelo exercício da liberdade. (Na minha opinião a mera satisfação volitiva de intenção e querer do ser humano não constitui liberdade, mas, pelo contrário, escravidão à sua própria ignorância. Mas isso é papo pra outro dia...rs)

Então, cheguei no conceito de que a metrificação do tempo nada mais é do que a unidade de medida da depreciação da matéria biológica, pois, o único jeito de se perceber que o tempo passa é através da depreciação da matéria biológica, do desgaste do mundo visível, não há nenhuma outra maneira. O interessante é que a depreciação da matéria biológica é algo tão subjetivo que eu mesmo posso me questionar como medir essa depreciação e me questionar "Então, se o cego não vê a depreciação da matéria biológica o tempo não passa pra ele"...rs... Não, não há meios absolutos para se medir a depreciação da matéria biológica, entretanto, é pleno e incontestável que ela se deprecia e, por isso, as pessoas envelhecem, as construções ruem, a planta míngua, etc. Independentemente de haver a constatação dessa depreciação através dos limitados sentidos humanos, a certeza que temos é que ela ocorrerá, pois, a morte é o único "ponto de encontro" onde todos passaram/passam/passarão. (O que você vai fazer depois que isso acontecer é outra conversa, pra outro dia...rs)

A limitação da depreciação da matéria biológica é a morte, então, aproveite a esta metrificação do que "não é" e a utilize para sua finalidade precípua, planejar rotinas, esquadrinhar planos, etc. Só não esqueça de definir (e por em prática) corretamente as suas metas, seus objetivos e o seu propósito. 

Depois nos vemos mais. Acho que vou escrever mais vezes...rs... perdoem meus erros de português.

Sugiro que vejam esse vídeo do Blog Sapientia In Vita sobre o tempo e sua definição segundo Stº Agostinho e C.S. Lewis. Eu gostei bastante. (https://sapientiainvita.wordpress.com/2015/09/02/o-tempo-em-agostinho-e-a-relacao-entre-c-s-lewis/)

Mero Mortal
M.M.