Retornei às minhas origens faz pouco tempo (rsrs) e estou assistindo animes novamente. Depois escreverei sobre este retorno. Minha intenção inicial era falar só sobre o anime que acabei de ver ontem - Shigatstu Wa Kimi No Uso, entretanto, me lembrei de um outro (Kimi no Na Wa) pelo qual também vale a pena escrever, pois ambos deixaram a mensagem "implícita" sobre a importância de um legado. Digo implícita, pois, o tema principal não é o legado e sim o Romance e o Drama da vida dos respectivos protagonistas. Falarei aqui de Kimi no Na Wa.
De antemão eu gostaria de recomendar veementemente que você visse esses animes antes de ler esse texto, pois, contarei partes do cerne da história e consequentemente te encherei de spoilers. Uma pequena observação na crítica especializada e você verá que são dois animes aclamados e que todos recomendam - realmente - valem muito a pena.
De antemão eu gostaria de recomendar veementemente que você visse esses animes antes de ler esse texto, pois, contarei partes do cerne da história e consequentemente te encherei de spoilers. Uma pequena observação na crítica especializada e você verá que são dois animes aclamados e que todos recomendam - realmente - valem muito a pena.
A importância do legado em Kimi no Na Wa
A história de Romance se dá entre a vida de Mistuha e Taki. Ela é uma garota japonesa de Itomori, cidade interiorana. Ela está entediada da vida no campo e deseja uma vida mais agitada na capital (Tókio). Ele é um garoto no ensino médio que mora em Tókio com o pai.
A tradição da família de Mitsuha é bem interessante, a avó incentiva ela e sua irmã a manterem a tradição do ritual Kagura para produção de Kuchikamizake. O ritual consiste em que ambas se vistamcom os trajes típicos, façam danças em um altar e após façam o Kuchikamizake, que é o primeiro saquê do mundo. Na antiga tradição esse saque consiste em que virgens peguem uma quantidade de arroz e morda até que se misture com a saliva e vire um líquido. Feito isso, por várias vezes, o líquido é guardado em um receptáculo e colocado no altar para que fermente e futuramente vire saquê. Cara, isso é muito legal! hahaha. Eu fiquei pesquisando bastante no Google depois de ver isso. Outra tradição que a avó ensina às netas é um antigo método japonês de "costura", ou melhor, uma produção de laços artesanais, como estes:
No filme é dito a menina que: “Antigamente os nativos chamavam o deus de ‘laço’. É o laço que une a corda, que une as pessoas, que faz cruzar o tempo entre as pessoas. É a força divina. Por isso a corda que nós produzimos é um dom divino, representa o tempo que transcorre. Por vezes se juntam e ganham forma, por vezes se soltam, se cortam, de novo se unem. Esse é o laço, esse é o tempo…”
Voltando pra história. Certo dia, sem motivo aparente, eles começam a trocar de corpo e aí fica bem legal...rs... Eles só se conhecem através do corpo do outro e pelas mensagens que deixam anotadas um para o outro. Acabam se apaixonando, mas quando decidem se ver pessoalmente para iniciarem um relacionamento algo sobrenatural ocorre. A cidade de Itomori onde a garota morava já havia sido destruída há três anos. Ou seja, a troca de corpos era mais sobrenatural ainda, trocavam de corpos em tempos diferentes. Ele estava três anos a frente do ocorrido. Ela, três anos atrás. Ele vivo, ela morta. A partir dai a troca de corpos parou.
Como Taki conhecia a tradição deixada pela avó da menina sabia que no templo onde a menina havia deixado o Kuchinamizake três anos antes ainda estaria de pé e que talvez lá os laços do tempos lhe dariam mais uma chance. Aparentemente o motivo pelo qual o Taki conseguiu acesso temporal à Mitsuha anteriormente foi a linha que mitsuha entregou para ele num metrô em tókio três anos antes de ele saber quem ela era. Ela já estava trocando de corpo com ele, mas somente o ele do futuro é que trocaria de corpo com ela. Logo, uma menina lhe deu um fio artesanal como este da foto e ele o guardou. Ao chegar no templo ele bebe o Kuchinamizake e pede mais uma chance de rever Mitsuhi antes que a cidade seja destruída, como havia sido. O desejo lhe parece concedido, pois, começa a ouvir Mitsuha e corre para achá-la. Na verdade só pode ouvi-lá por causa da horá mágica e viu-a durante um tempo. Passada a hora mágica ele já não a vê e começa a esquecer-se de tudo como um belo sonho. Assim como ela. A cidade é destruida. Alguns moradores conseguem sobreviver por causa da influência que Taki fez no passado tentando salvar Mitsuhi, mas ninguém lembra de nada. Só lhes resta aquela sensação de que "há alguém pra buscar", mas quem?
Oito anos depois eles se encontram ocasionalmente na rua e, por terem essa impressão de se conhecerem, se falam.... a história deles começa aqui, o filme termina...rs
É lindo demais. Muito profundo, provoca sua inteligência, te faz pensar. Mas vamos lá. Achei interessantíssimo a questão do Kuschinamizake. Realmente existia isso no século VII aproximadamente, fiquei lendo várias coisas disso no Google. rsrs. Em um sentido de conjectura podemos dizer que se não fossem as tradições passadas pela avó para as netas você não teria esse lindíssimo enredo de Kimi no Na Wa.
É lindo demais. Muito profundo, provoca sua inteligência, te faz pensar. Mas vamos lá. Achei interessantíssimo a questão do Kuschinamizake. Realmente existia isso no século VII aproximadamente, fiquei lendo várias coisas disso no Google. rsrs. Em um sentido de conjectura podemos dizer que se não fossem as tradições passadas pela avó para as netas você não teria esse lindíssimo enredo de Kimi no Na Wa.
E ao aplicarmos isso na vida real podemos ver a própria influência que nossos avós exercem sobre nós com o legado que nos deixam.
Bom, perdi o fio da meada, depois volto a escrever sobre. Talvez rs
Bom, perdi o fio da meada, depois volto a escrever sobre. Talvez rs
M.M
A importância do legado em Shigatsu Wa Kimi no Uso




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