Há algum tempo me deparei com um pensamento perturbador (pelo menos à priori), pois, eu não tinha resposta: O que é O Tempo?
Pensei comigo: "O tempo é o tempo, ora. É só olhar para o meu relógio que vejo o que é o tempo". Logo constatei que o tempo não está atrelado ao passar do relógio, pois, o parar o relógio nem sequer atrapalha o passar do tempo. O tempo seria, então, uma sucessão de dias e noites? O dançar dos luminares ao redor do planeta terra? O passar do brilho do sol? Da mesma forma não. Em países como na Finlândia onde praticamente há seis meses de "dia-eterno" e seis meses de "noite-eterna" o tempo continua a passar. Mesmo que uma enorme nuvem negra cubra o céu durante dias seguidos o tempo não vai se enfraquecer nem um pouco. Vai continuar sendo tempo e vai continuar passando.
Se você parar pra pensar logo deduz que o tempo NÃO É. Na verdade o que "É" é a metrificação dele. Aliás, a nossa perspectiva da metrificação dele, pois, a perspectiva humana é limitada não abarcando toda a multifocalidade de uma realidade presente. Portanto, o que chamamos de tempo nada mais é do que a metrificação de algo que "não é".
Nesse sentido, pensei que a única razão de ser, o único motivo para a metrificação de algo que "não é", é a vã tentativa de controle/previsão de atos/fatos futuros. O ser humano busca sempre ter algum tipo de controle sobre sua existência para poder satisfazer (há quem diga enganar) a si mesmo com a satisfação da vontade pelo exercício da liberdade. (Na minha opinião a mera satisfação volitiva de intenção e querer do ser humano não constitui liberdade, mas, pelo contrário, escravidão à sua própria ignorância. Mas isso é papo pra outro dia...rs)
Então, cheguei no conceito de que a metrificação do tempo nada mais é do que a unidade de medida da depreciação da matéria biológica, pois, o único jeito de se perceber que o tempo passa é através da depreciação da matéria biológica, do desgaste do mundo visível, não há nenhuma outra maneira. O interessante é que a depreciação da matéria biológica é algo tão subjetivo que eu mesmo posso me questionar como medir essa depreciação e me questionar "Então, se o cego não vê a depreciação da matéria biológica o tempo não passa pra ele"...rs... Não, não há meios absolutos para se medir a depreciação da matéria biológica, entretanto, é pleno e incontestável que ela se deprecia e, por isso, as pessoas envelhecem, as construções ruem, a planta míngua, etc. Independentemente de haver a constatação dessa depreciação através dos limitados sentidos humanos, a certeza que temos é que ela ocorrerá, pois, a morte é o único "ponto de encontro" onde todos passaram/passam/passarão. (O que você vai fazer depois que isso acontecer é outra conversa, pra outro dia...rs)
A limitação da depreciação da matéria biológica é a morte, então, aproveite a esta metrificação do que "não é" e a utilize para sua finalidade precípua, planejar rotinas, esquadrinhar planos, etc. Só não esqueça de definir (e por em prática) corretamente as suas metas, seus objetivos e o seu propósito.
Depois nos vemos mais. Acho que vou escrever mais vezes...rs... perdoem meus erros de português.
Sugiro que vejam esse vídeo do Blog Sapientia In Vita sobre o tempo e sua definição segundo Stº Agostinho e C.S. Lewis. Eu gostei bastante. (https://sapientiainvita.wordpress.com/2015/09/02/o-tempo-em-agostinho-e-a-relacao-entre-c-s-lewis/)
Mero Mortal
M.M.

Muito top Felipe amei saber da Finlândia! Muito bom adquirir conhecimento
ResponderExcluirMuito top Felipe amei saber da Finlândia! Muito bom adquirir conhecimento
ResponderExcluirMuito esclarecedor!
ResponderExcluirEscreves bem!
Rsrs...
Muito esclarecedor!
ResponderExcluirEscreves bem!
Rsrs...
Assunto complexo, questões sobre o tempo que o ser humano tenta desvendar, mas que quando relacionado ao infinito é indesvendável pelo menos para o plano material o qual nos encontramos.
ResponderExcluirÉ importante que saibamos aproveitar cada momento como se fosse o último, sem nos preocuparmos com o tempo. ...
ResponderExcluirÉ importante que saibamos aproveitar cada momento como se fosse o último, sem nos preocuparmos com o tempo. ...
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